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Líder rebelde de Cabinda lamenta falta de resposta a proposta de cessar-fogo e conversações de paz

O líder histórico da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), Henriques N’Zita Tiago, propôs conversações de paz, mas passado cerca de um mês lamenta a falta de resposta de Luanda, disse hoje à Lusa fonte dos rebeldes.

Oswaldo Franque Buela, porta-voz e secretário para a Informação e Comunicação da FLEC, contactado telefonicamente em Paris a partir de Luanda, confirmou à Lusa que a falta de resposta à proposta, “contendo os princípios de um roteiro para uma solução pacífica para o conflito”, representa a “continuação da irredutibilidade por parte do regime angolano”.

“A FLEC reconhece não haver solução militar para o conflito, que dura desde 1975, pelo que deseja agora dar uma oportunidade à paz”, explicou Franque Buela.

A proposta de conversações foi feita numa carta enviada no passado dia 05 de abril por Khendhrah Silverbridge, nomeada por N’Zita Tiago como sua representante no processo negocial com Angola.

A carta, a que a Lusa teve acesso, enviada ao general Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente José Eduardo dos Santos, aponta para o que a FLEC classifica como “plataforma de diálogo sério”, baseada em três instâncias.

Essas três instâncias são a realização de uma conferência de imprensa em que N’Zita Tiago anunciaria uma trégua unilateral, a realização de uma reunião para uma plataforma da unificação cabindense envolvendo todos os grupos dissidentes, civis e na diáspora e a iniciação dos preparativos finais de data e lugar para assinar o cessar-fogo definitivo.

“Naturalmente isto iria envolver uma solução de paz definitiva cujos detalhes seriam, combinados, acordados e assentados entre as duas partes. General, isto parece-me ser a via inicial que irá resultar numa paz estável, segura, sincera e aceitável para todas as partes envolvidas”, lê-se na carta.

A proposta de N’Zita Tiago, exilado em Paris, visa pôr fim a um dos mais longos conflitos do continente africano, apesar do reforço da presença militar angolana no território.

A FLEC de N’Zita Tiago é a mais antiga organização de Cabinda que luta pela independência do território.

Separada de Angola pelo rio Congo, Cabinda tem fronteiras com as repúblicas do Congo e Democrática do Congo, e as suas significativas reservas petrolíferas representam cerca de metade da produção diária de 1,8 milhões de barris de petróleo angolanas.

FONTE: Lusa

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