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Bin Laden planeava matar Obama e o general Petraeus

O centro de combate ao terrorismo do exército norte-americano publicou hoje alguns dos documentos que Bin Laden tinha no seu último esconderijo, em Abbottabad, Paquistão, apreendidos na operação secreta em que foi morto em Maio do ano passado.

Trata-se de documentos de comunicação interna entre os líderes da Al-Qaeda e também de correspondência trocada com líderes de outros grupos ligados à organização terrorista, como o líder das milícias Al-Shabab da Somália, Mukhtar Abu al-Zubayr, ou o líder da célula da Al-Qaeda no Iémen, Abu Basir.

Nas “Cartas de Abbottabad”, como as designa o centro de combate ao terrorismo, estão expostas algumas frustrações de Bin Laden enquanto líder da Al-Qaeda, que diz ter planos para recuperar a confiança dos muçulmanos.

“Planeio emitir um comunicado a dizer que estamos a iniciar uma nova fase para corrigir [os erros] cometidos. Com isso poderemos recuperar, se Deus quiser, a confiança de um grande segmento daqueles que deixaram de confiar nos jihadistas”, escreveu Bin Laden em 2010.

Esta nova fase, pretendida por Osama bin Laden, passava por voltar a atacar alvos norte-americanos, já que o líder estava preocupado com os efeitos dos muitos ataques com vítimas muçulmanas e inocentes realizados por grupos associados à Al-Qaeda.

Bin Laden planeava voltar a fazer um grande ataque terrorista contra os americanos, que lembrasse o 11 de Setembro. Os seus principais alvos eram Obama e o general David Petraeus.

Numa carta de 2010, ordena a criação de um grupo que recolha informações sobre futuras aterragens do Presidente e do general na base militar de Bagram, a Norte de Kabul, com o objectivo de fazer explodir os aviões norte-americanos. E queria criar outra equipa assim para o Paquistão.

“Obama é o chefe da infidelidade e matá-lo fará Biden assumir automaticamente a presidência até ao final do mandato, como é norma por lá”, escreveu o líder da Al-Qaeda, que acreditava que com (o actual vice) Joe Biden como Presidente, os Estados Unidos mergulhariam numa profunda crise.

Para já, foram divulgadas 175 páginas (em árabe, 197 na tradução para inglês) de um total de mais de seis mil, de 17 cartas e rascunhos escritos de Setembro de 2006 a Abril de 2011.

Segundo o centro de combate ao terrorismo numa nota, os documentos estavam guardados no disco rígido do computador de Bin Laden, em cartões de memória e em pens USB e estão agora disponíveis no site do centro de combate ao terrorismo dos EUA.

Fonte: OPUBLICO

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