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Timor-Leste: Protesto do Dia Internacional do Trabalhador

Díli – Manifestantes atiraram pedras a oficiais da Polícia durante um protesto do Dia Internacional do Trabalhador, em frente ao Hotel Timor, esta terça-feira, 1 de Maio.

Na manifestação, ficaram danificados o pára-brisas de um carro de patrulha e uma janela do Hotel Timor.

O protesto foi organizado pelo sindicato dos trabalhadores STCST, socialista, e os manifestantes marcharam a partir da igreja Balidi, até ao Hotel Timor.

O conflito começou depois de os activistas chegarem a Colmera. A PNTL avisou que a manifestação era ilegal porque não teve conhecimento da acção.

Os coordenadores da Polícia e do STCST discutiram sobre a acção de protesto contra o gerente do Hotel Timor, Joaqim Perdigão, que demitiu recentemente quatro trabalhadores por terem roubado.

A Polícia Nacional deteve cinco pessoas que consideraram como os principais perpetradores da actividade ilegal, incluindo coordenadores do STCST, Helder Aleixo, Akita e Xisto Freitas, bem como duas trabalhadoras do Hotel Timor, que se manifestavam contra o gerente do estabelecimento.

O Comandante da Polícia do Distrito de Díli, Pedro Belo, e seus subordinados, tinham sido confrontados por insultos e agressões dirigidas aos agentes da PNTL.

O pára-brisas da viatura usada pelo comandante da operação, o Chefe superintendente Armando Montero, foi danificado por projécteis e o Hotel de Timor-Leste também sofreu danos.

Agentes da PNTL usaram armas, tendo disparado para o ar no sentido de acalmar a situação antes de a Unidade de Intervenção Rápida da polícia (UIR) agir com a detenção de várias pessoas.

O director do emprego da SEFOPE, Aniceto Leto Soro, afirmou que a manifestação foi ilegal por não ter sido apresentada uma carta de conhecimento à PNTL cinco
dias antes da acção.

«A acção é legal porque a lei diz que apenas os trabalhadores podem fazer greve, e não o sindicato», referiu Aniceto Leto, acrescentando que os manifestantes devem organizar as suas acções cuidadosamente de acordo com a regulamentação.

O comandante da PNTL do Distrito de Díli disse que os oficiais tinham razão em fazer as detenções porque a força policial considerou a demonstração como ilegal.

Um outro evento Dia Internacional do Trabalhador, organizado pela Confederação Sindical de Timor-Leste (KSTL) envolvendo trabalhadores de Díli, correu de forma pacífica e legal, com o conhecimento da PNTL.

O Presidente da KSTL, José da Costa, disse que a acção, que teve início no escritório da organização, em Mandarim, e terminou no Jardim da Paz, foi bem sucedida.

A Confederação Sindical de Timor-Leste exigiu que o Governo faça alterações no direito do trabalho e que as empresas melhoraram os salários dos trabalhadores, disse José da Costa.

Fonte: PNN

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