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Quem quer ser dador de órgãos no Facebook?

Casado e dador de órgãos. A conjugação parece-lhe estranha? A partir de agora a timeline do Facebook conta com uma nova funcionalidade que dá a possibilidade aos utilizadores da rede social de, ao lado de informações como o estado civil, a naturalidade ou a data de nascimento, se identificarem como dadores de órgãos.

O anúncio da nova funcionalidade foi feito pelo fundador do Facebook durante uma entrevista ao Good Morning America. A mudança ocorre a apenas uma semana e meia da rede social entrar na bolsa de Nova Iorque.

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, apelou aos utilizadores que adiram a esta iniciativa, com o objectivo de alargar o número de dadores de órgãos e de facilitar a procura de dadores compatíveis para transplantes. Contudo, esta funcionalidade, por agora, só está disponível para utilizadores nos Estados Unidos e no Reino Unido.

“Nunca poderíamos ter antecipado que o que começou como uma pequena comunidade se viesse a converter numa poderosa ferramenta de comunicação para a resolução de problemas”, disse Mark Zuckerberg, num comunicado posterior, assinado com a directora de operações da rede social, Sheryl Sandberg. A mesma nota adianta que, em apenas 24 horas, cerca de 100 mil utilizadores aderiram à iniciativa.

Para operacionalizar a funcionalidade de “dador de órgãos”, o Facebook encaminha os utilizadores que incluírem esta opção no seu perfil para alguns links úteis de centros de transplantação e associações que ajudam no processo de registo oficial.

Sobre a origem da ideia, Zuckerberg apenas avançou que surgiu em conversas com amigos e médicos. Mas vários jornais norte-americanos dizem que a nova funcionalidade nasceu de uma conversa sobre a falta de órgãos para transplantes que ocorreu entre o fundador da rede social e a sua namorada, uma estudante de medicina. Na entrevista ao Good Morning America Zuckerberg reconheceu ainda que foi de alguma forma influenciado pelos últimos anos de vida do fundador da Apple, Steve Jobs, que foi submetido a um transplante hepático.

Segundo os dados disponibilizados no Facebook, nos Estados Unidos há quase 115 mil pessoas à espera de um órgão e 18 doentes morrem todos os dias sem encontrar um dador. “Os médicos acreditam que uma maior consciencialização social sobre a doação de órgãos poderá ajudar em grande medida a solucionar esta crise. E acreditamos que, se disser a outras pessoas que é um dador, o poder dessa informação e as ligações sociais podem ter um papel muito importante”, justifica o mesmo comunicado. A informação só será partilhada com os contactos que o utilizador pretender.

FONTE: Público

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