InicioAngolaRegiõesEPAL instala em Luanda 700 mil ligações de água potável

EPAL instala em Luanda 700 mil ligações de água potável

O projecto surgiu para o reforço da infra-estrutura de abastecimento de água em Luanda, que, segundo Leonídio Ceitas, presidente do Conselho de Administração da EPAL, não foram consideradas por altura da construção da estação de Luanda sudoeste. Com a implementação do projecto de reforço da capacidade de produção, novos centros serão entregues à EPAL a partir dos meses de Maio e Junho próximos, o que vai permitir o aumento do volume de água disponível. O novo projecto vai abranger, numa primeira fase, as zonas do Benfica, Samba, Kifica e a Zona Verde. De acordo com a EPAL, a maior parte da população do Benfica já está cadastrada. A meta da empresa pública é atender 40.000 consumidores nas referidas zonas, que deverão pagar uma taxa de 15 mil Kwanzas por casa.

“É um grande esforço do Governo, pois foi investido um valor de 300 milhões de kwanzas para 700 mil casas por toda Luanda”, realçou o PCA da EPAL, referindo-se ao ambicioso projecto a cargo de uma empresa chinesa. 200 angolanos e 60 chineses estão engajados na empreitada. A conclusão dos trabalhos deverá acontecer em dois anos e meio, sendo que a próxima etapa será o início das actividades no município da Samba, no dia 1 de Maio.

Segundo Leonídio Ceitas, a EPAL “está em constante evolução”. O principal desafio, frisou, tem sido corrigir os erros do passado, prometendo que dentro de dois anos a empresa que dirige vai duplicar o volume de água fornecida. “ O mais importante é fazer uma obra de qualidade, para que os luandenses tenham água” , disse.

O PRIMEIRO BENEFICIÁRIO

O cidadão João Barrabas, residente no bairro Kifica, com quem conversámos enquanto comprava água de uma cisterna, sente-se satisfeito por a área em que reside ter sido contemplada pelo projecto, destacando que se trata de “um bem básico para a população, a água”.

O morador acredita que o Governo está a fazer “todo esforço” para que a população tenha água. Contudo, João Barrabas aproveitou a ocasião para lembrar que na zona falta energia eléctrica, pelo que pediu a atenção do Executivo para a solução do problema.

Garimpo, o maior problema da EPAL

Em conversa com O PAÍS, Leonídio Ceitas referiu que as ligações clandestinas são um sério problema para a EPAL. “O nosso maior cancro é o garimpo de água”, admitiu. É voz corrente que os prevaricadores acusam muitas vezes os trabalhadores da empresa de facilitarem aquela prática.

O PCA da EPAL explicou que a Polícia Nacional tem agido no sentido de ajudar no combate às ligações ilegais. Fez saber, a propósito, que estão a ser criadas condições para permitir que os “garimpeiros” abandonem esta prática e passem a abastecer os camiões nas girafas que estão a ser criadas.

A problemática só vai ser resolvida com o apoio de toda sociedade, acrescentou o responsável, que pediu o apoio dos cidadãos no sentido de denunciarem os autores de ligações clandestinas.

“Verifica-se no bairro do Prenda e noutros, pessoas que impedem que a água chegue às residências, para acumular num tanque, para vender, e os moradores aceitam isso, o que é inconcebível. O cidadão deve exercer o dever de cidadania e proteger o que o Governo, com grande esforço financeiro, colocou à disposição de todos”, afirmou, indignado.

FONTE: O País

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