InicioAngolaDraghi pede à Europa para pôr o crescimento no centro da agenda

Draghi pede à Europa para pôr o crescimento no centro da agenda

O presidente do BCE, Mario Draghi, voltou hoje a insistir na necessidade de um “pacto para o crescimento”, salientando que não há nenhuma contradição entre as políticas de austeridade e consolidação orçamental.

O conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE) esteve hoje reunido em Barcelona, onde decidiu manter inalterada a sua taxa de juro de refinanciamento no mínimo histórico de 1%. Em conferência de imprensa depois da reunião, Mario Draghi retomou a defesa de um “pacto para o crescimento”, que lançou para o debate europeu na semana passada.

“Temos de pôr o crescimento de novo no centro da agenda”, disse hoje Mario Draghi, em resposta a questões dos jornalistas. No entanto, salientou o presidente do BCE, não há aqui “qualquer contradição com a necessidade de continuar a perseguir a consolidação orçamental”.

Numa altura em que os eleitores e os investidores na Europa se mostram cada vez mais desiludidos com a receita da austeridade para resolver a crise do euro, o BCE ajudou a reacender o debate sobre este tema, ao pedir na semana passada um “pacto para o crescimento”. Isto depois de, no final do ano passado, ter também defendido a necessidade de um “pacto orçamental”, antes da assinatura de um pacto entre 25 dos 27 Estados da União Europeia.

Mario Draghi reiterou por várias vezes que a defesa de um pacto para o crescimento não entra em contradição com o pacto orçamental, salientando que “parar com a consolidação orçamental não seria de grande ajuda”. O presidente do BCE excluiu mesmo o aumento da despesa pública, mas diz que é preciso tomar medidas e fazer reformas para estimular a actividade privada, o emprego e o crescimento.

Segundo Mario Draghi, o pacto para o crescimento deve focar-se em várias áreas: em primeiro lugar, os países do euro têm de avançar com reformas estruturais, sendo prioritárias as reformas do mercado de produto (bens e serviços), onde é necessário aumentar a concorrência e avançar para um mercado único europeu.

Paralelamente, é preciso prosseguir com a reforma do mercado laboral, onde é preciso “mais flexibilidade, mais mobilidade, mas também equidade”, salientou o presidente do BCE, avisando que a segmentação do mercado laboral está a contribuir para a elevada taxa de desemprego entre a população jovem. Além disso, Mario Draghi defende o redireccionamento dos fundos estruturais para áreas mais necessitadas da União. E deixou inclusive conselhos aos países a braços com planos de redução do défice.

“Quando falamos de consolidação orçamental, é muito melhor consolidar através da redução das despesas correntes do que da despesa em infra-estruturas e investimentos [despesa de capital] ou aumentando impostos”, afirmou. Mario Draghi reconhece que alguns países se deparam, contudo, com situações urgentes, em que “não têm tempo se não para tomar as medidas mais fáceis”. No entanto, apelou a que esses Governos entendam essas medidas de consolidação mais penalizadoras como sendo de curto prazo e que as corrijam assim que possível.

Finalmente, o presidente do BCE apelou ainda a que os líderes europeus especifiquem, em termos colectivos, que tipo de união monetária a Europa quer ter daqui a dez anos. “A clareza sobre o nosso futuro em comum no euro é um ingrediente importante do crescimento”, concluiu.

FONTE: Público

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