InicioAngolaDissidente Chen Guangcheng saiu da Embaixada dos EUA em Pequim

Dissidente Chen Guangcheng saiu da Embaixada dos EUA em Pequim

O advogado dissidente chinês cego Chen Guangcheng saiu da Embaixada dos Estados Unidos em Pequim, onde se encontrava desde há seis dias, anunciou hoje a agência noticiosa oficial chinesa.

Chen Guancheng “saiu de sua livre vontade”, disse a agência Xinhua.
O anúncio foi feito no momento em que a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton chegou à China para uma cimeira de alto nível.
O embaixador americano em Pequim, Gary Locke, telefonou para o jornal Washington Post a dizer que tinha visto Chen no seu carro dirigindo-se para um hospital da cidade. O correspondente do jornal em Pequim afirma que falou com ele e que este lhe garantiu estar bem.
A notícia de que Chen Guangcheng tinha conseguido escapar à prisão domiciliária, a 23 de abril, e que se encontrava em Pequim “sob proteção” norte-americana foi dada no fim de semana por amigos do dissidente e ativistas, dentro e fora da China.
“Na imprensa ocidental, Chen Guangcheng é uma batata quente para as autoridades chinesas. Agora, ele pôs Washington numa posição desconfortável”, afirma o jornal Global Times num editorial publicado hoje e intitulado “Embaixada dos Estados Unidos num dilema acerca de Chen”.
O “Global Times” reconhece que Chen Guangcheng é um dissidente “diferente dos outros” e que alguns chineses “também o vêem como um herói”.
“Ao contrário de outros dissidentes, que traçaram objetivos abstratos sobre direitos humanos, Chen Guangcheng tem muitas minuciosas queixas sobre os governos locais no país”, afirma o jornal, uma publicação do grupo Diário do Povo, órgão central do Partido Comunista Chinês.
Em outubro passado, o mesmo jornal alertou que a situação de Chen prejudicava a imagem da China, responsabilizando implicitamente as autoridades locais.
“Parece que precisamos de autoridades mais experientes para lancetar este tumor”, disse então o “Global Times”.
Chen Guangcheng, de 40 anos, tornou-se conhecido por ter apresentado uma queixa contra alegados abusos na aplicação da política de controlo da natalidade (“um casal”, um filho”), entre os quais abortos e esterilizações forçadas.
Desde setembro de 2010, quando acabou de cumprir mais de quatro anos de prisão por “atentados à propriedade e perturbação do trânsito”, Chen estava proibido de sair de casa, numa aldeia da província de Shandong, nordeste da China, e de receber visitas.
No editorial de hoje, o “Global Times” afirma também que “a China não é contra os direitos humanos”, mas sustenta que o “progresso”, nesta área, “precisa de apoiar-se num desenvolvimento social abrangente” e “só pode vir do interior da China”.

FONTE: Diário de Notícias

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