InicioAngolaRegiõesMais de 300 refugiados repatriados voluntariamente de RDC

Mais de 300 refugiados repatriados voluntariamente de RDC

Trezentas e 26 pessoas que integraram o primeiro grupo dos cerca de 12 mil refugiados angolanos a serem repatriados da RDC até Junho deste ano, sob égide do governo angolano em colaboração com ACNUR e OIM, entraram esta segunda-feira em Angola, através do posto fronteiriço de Quimbata, município de Maquela do Zombo.

Falando aos jornalistas na localidade de Quimbata, a coordenadora nacional de ACNUR-Angola para repatriamento, Margarida Fawke referiu que o número saído do centro de concentração de Kimpese (baixo Congo) é constituído por 85 famílias.

“Há no grupo 158 crianças, das quais 45 são menores de cinco anos de idade, 21 idosos com mais de 60 anos, doentes e grávidas”, enfatizou, defendendo a necessidade da triagem ser feita a partir de Quimbata.

Como disse, a segunda coluna com 500 pessoas nesta condição chega ao país na próxima quinta-feira, e a partir da próxima semana serão repatriados 500 refugiados angolanos da RDC cada terça e sexta-feira, num total de mil pessoas que a província do Uíge receberá semanalmente, através da fronteira de Quimbata, assim será até 30 de Junho data prevista para fim do processo de repatriamento.

Margarida Fawke realçou serem cerca de 12 mil refugiados angolanos radicados em Kinshasa e no Baixo Congo que estão plenamente preparados para regressarem de forma voluntária ao país, tendo como área de origem diversos municípios da província do Uíge.

Enquanto isto, a vice-governadora provincial do Uíge para sector político e social, Maria Silva e Silva disse a imprensa que as condições de recepção dos angolanos na condição de refugiados na RDC estão criadas, tendo sido construído um centro de acolhimento com 30 casas, latrinas, energia, água e assistência médica medicamentosa e outros.

“Hoje é primeiro dia que recebemos mais 300 repatriados e foram acompanhados pelo secretário da Embaixada de Angola no RDC, representantes das Nações Unidas e seus parceiros e a parte Congolesa”, frisou acrescentando ser um dia emocionante ver
crianças e idosos com 70 e 80 anos, com vontade de regressar ao seu país.

Para Maria da Silva e Silva, todos sectores sociais estão preparados para o devido serviço a prestar aos angolanos que estão a ser repatriados, apontando que a saúde, depois de triagem, ministra as diversas vacinas as crianças dos zero aos cinco anos (pólio, sarampo e outros).

“Depois de ser encaminhados para o centro de acolhimento, são identificados os idosos, grávidas e doentes por forma a oferecer a assistência especializada correspondente por cada caso”, sublinhou, avançando para o sector da Justiça, mais de 30 jovens estão preparados para o seu registo e emissão de bilhete de identidade.

Adiantou que cada município que receber angolanos na qualidade de repatriados terá que criar condições para os receber o mais rápido possível, por formas a evitar constrangimentos no centro.

O município de Maquela do Zombo dista 310 quilómetros a norte da cidade do Uíge.

FONTE: Angop

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