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WikiLeaks vai publicar emails da empresa norte-americana Stratfor

A WikiLeaks vai começar a publicar nesta segunda-feira cerca de cinco milhões de emails confidenciais pertencentes à empresa norte-americana de informações Stratfor.

Os emails em causa foram trocados entre Julho de 2004 e Dezembro de 2011 e, segundo anunciou a organização, a sua divulgação vai permitir conhecer os informadores da Stratfor, bem como a estrutura de pagamentos da empresa, as técnicas de lavagem de dinheiro e os métodos psicológicos a que recorre. “Este material mostra como funciona uma agência privada de informações e como fixam um alvo para os seus clientes empresariais e governamentais”, esclarece um comunicado da WikiLeaks, citado pela Reuters.

O portal salienta também ter provas da ligação da Stratfor a grandes companhias como a indiana Bhopal’s Dow Chemical Co, a norte-americana Lockheed Martin e a agências governamentais (entre elas o Departamento de Estado e de Segurança Interna dos Estados Unidos).

O fundador da WikiLeaks, Julian Assenge, está neste momento no Reino Unido, onde continua a tentar evitar uma extradição para a Suécia – país que o quer interrogar por suspeita de ofensas sexuais. A justiça britânica dera antes aval à transferência de Assange para a Suécia, mas em Dezembro passado dois dos juízes do Supremo acabaram por concluir que o australiano tinha invocado uma questão sobre as leis de extradição “de enorme importância pública”, ao contestar que “um procurador seja uma autoridade judicial”.

Assange, que permanece em liberdade sob fiança no Reino Unido, nega as alegações de que é alvo, tendo sido acusado de violação por uma mulher e por uma outra de “agressão e coerção sexual” durante uma viagem que fez a Estocolmo em Agosto de 2010.

O fundador da WikiLeaks argumenta que aquelas denúncias são falsas e “politicamente motivadas” por o site que dirige ter divulgado ao longo dos últimos anos informações confidenciais sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão causando a ira das lideranças norte-americanas. O caso agudizou-se depois de, no ano passado, a WikiLeaks ter publicado milhares de emails diplomáticos trocados por embaixadas dos Estados Unidos que causaram enorme embaraço a vários governos.

Fonte: Publico

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