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Consolidação da banca angolana será feita em três anos – Semanário Sol

Angola poderá assistir a uma vaga de consolidação e à entrada de novos players no sector bancário do país, durante os próximos três anos. Segundo um estudo da consultora internacional PwC, as instituições financeiras angolanas esperam a chegada de novos concorrentes até 2015, sobretudo bancos de outros países africanos, em particular da África do Sul.

A par desta esperada vaga de mais concorrência, em simultâneo, é também aguardada a consolidação entre as actuais instituições.

«Os investimentos significativos que serão necessários em know-how, serviços de back-office e expansão da rede de balcões em Angola, em conjunto com o incremento dos padrões de supervisão e regulação, vão potenciar movimentos de consolidação tirando partido das sinergias relevantes nestes domínios», antecipa ao SOL, Nasser Sattar, sócio da PwC, em Portugal.

Um dos bancos angolanos inquiridos, no estudo da consultora, estima mesmo uma ‘revolução’ no sector, nos próximos cinco anos, com fusões e aquisições que irão reduzir o número de instituições, das actuais duas dezenas para cerca de metade.

Nasser Sattar salienta ainda que a aposta dos futuros players em Angola será, não na banca de retalho, mas na exploração de nichos de mercados, como a banca de investimento ou o corporate finance. «Adicionalmente, será expectável que o desenvolvimento industrial de Angola seja acompanhado de um volume importante de investimento directo estrangeiro, o qual poderá originar a entrada de instituições financeiras dos referidos países», acrescenta o responsável.

A comemorar duas décadas após a liberalização do sector, a banca angolana tem dado sinais de forte crescimento nos últimos anos. O número de terminais de pagamento automáticos duplicou entre 2007 e 2009, a rede de balcões deverá superar o milhar este ano e o negócio dos bancos tem crescido a taxas de 15%.

O futuro parece também promissor. Todos os inquiridos assumiram à PwC que esperam um aumento de receitas mínimo de 15% até 2013 e alguns admitiram mesmo subidas na casa dos 30% ou 50%.

Chegar a todos

Um dos principais desafios para o sector financeiro será a democratização da banca em Angola, sendo que apenas 11% da população tem agora acesso a uma conta bancária. O governo já anunciou que pretende duplicar este valor para 20% este ano. E o sócio da PwC considera que, por exemplo, a aposta no microcrédito ou na banca electrónica são duas alavancas importantes para a obtenção deste objectivo.

De acordo com a consultora internacional, as maiores fraquezas do sistema bancário angolano são a qualidade dos recursos humanos, a deficiente supervisão e regulação, a escassa transparência do sistema e a falta de partilha de informação de crédito entre instituições.

Também a forte presença de capital português, em vez de uma maior diversidade internacional, é vista como uma desvantagem. Por outro lado diz que a proliferação de bancos nos últimos anos poderá originar problemas de capital em alguns deles.

Fonte: Sol

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