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Se a Zona Euro entrar em acentuada recessão China será “duramente atingida”

A China será “duramente atingida” se a Zona Euro entrar em “acentuada recessão”, mas tem margem de manobra para responder à crise e manter um elevado crescimento, afirmou um responsável do Fundo Monetário Internacional (FMI).
“A economia chinesa está a abrandar, mas continua a ser um ponto brilhante na imprevisível economia global”, disse o representante do FMI residente em Pequim, Murtaza Syed, numa conferência promovida pelo Clube dos Correspondentes DE iMPRENSA Estrangeiros na China.
De acordo com as previsões do FMI, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês deverá crescer “acima dos oito por cento em 2012 e 2013”, o que representa um abrandamento de um ponto percentual em relação ao crescimento de  9,2 por cento registado em 2011.
A inflação, que no ano passado foi de 5,4 por cento, “está a descer para níveis mais confortáveis” e “o mercado imobiliário está em deflação”, salientou Murtaza Syed.
O representante do Fundo Monetário  alertou que o crescimento da economia chinesa cairia “abruptamente” se a Zona Euro entrasse em “acentuada recessão”, mas considera que o governo chinês “tem espaço” para responder à situação e lançar um novo pacote de estímulos financeiros, como fez no terceiro trimestre de 2008. Apesar da diminuição da procura na União Europeia, que continua a ser o maior mercado da China, a economia chinesa cresceu acima dos 10 por cento em 2009 e em 2010.
Trata-se da segunda maior economia do Mundo, a seguir aos Estados Unidos, e este ano deverá tornar-se também o maior mercado da União Europeia. O FMI previu em Janeiro que a economia global vai abrandar mais do que o previsto este ano, sobretudo devido à crise financeira na Europa. Na actualização do seu Outlook económico, o FMI prevê que o PIB mundial vá crescer 3,3 por cento em 2012 e 3,9 no ano que vem, um claro abrandamento face aos 3,8 por cento de 2011 e aos 5,2 de 2010.
A desaceleração da taxa de crescimento será maior nas economias avançadas, que em média vão crescer 1,2 por cento este ano e 1,9 no próximo. As economias emergentes vão abrandar de uma expansão de 6,2 por cento em 2011 para um crescimento de 5,4 este ano e 5,9 por cento no próximo.

Os dois países mais populosos do Mundo, China e Índia, continuarão a crescer a taxas muito elevadas, mas a um ritmo mais moderado. Para a China, o Fundo previa, naquela altura, taxas de 8,2 e 8,8 por cento, ao passo que para a Índia, apontava para taxas de crescimento de sete e 7,3 por cento.
A tendência de desaceleração é comum a quase todas as regiões do Mundo, com uma única excepção: África.
A região do Médio Oriente e Norte de África, nas previsões do FMI, irá crescer 3,2 por cento este ano, enquanto o PIB da África subsariana irá aumentar 5,5 por cento, em ambos casos a taxas superiores às que registaram em 2011.

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