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Grecia chegou ao fim…

Preocupado com a invisibilidade e ineficácia do trabalho do GRECIA – Grupo Técnico de Revitalização da Comunicação Institucional de Angola – como instrumento escolhido para gerir a comunicação do Executivo dentro e fora do país em tempo de pré e campanha eleitoral, o Presidente, chamou na semana passada ao Palácio da Cidade Alta alguns dos seus mais próximos colaboradores para definir as balizas de uma nova estratégia para aquela área.

Com o objectivo de retirar a comunicação institucional do imobilismo em que mergulhou, sem resultados palpáveis para o Executivo, o Presidente decidiu formalmente dar por finda a actividade do GRECIA durante uma reunião em que, entre outras figuras, estiveram presentes de um lado o vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, o Secretário de Informação deste partido, Rui Pinto de Andrade e o Ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Vicente.

Do outro lado, sentaram-se o Chefe da Casa Civil, Carlos Feijó, a Ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, e o chefe dos quadros da Presidência, Aldemiro da Conceição.

O desencanto do Presidente já havia sido manifestado durante a última reunião do Comité Central do MPLA em que não poupou críticas à forma desarticulada e sem chama como estava a ser gerida a comunicação institucional.

Não foi, por isso, surpreendente que, durante a reunião da Cidade Alta, tivesse decidido chamar para si a coordenação desta área ao mesmo tempo que Rui Pinto de Andrade terá merecido um voto de confiança, ao ter sido indicado nesta empreitada como seu secretário executivo.

Até então sob a dependência directa do Chefe da Casa Civil, este pelouro muda de tutela com o objectivo de implementar uma estratégia capaz de dar uma projecção mais sólida à imagem interna e externa da política e das realizações do governo do MPLA em vésperas das eleições.

“A solução passa pela abordagem de várias agências locais através de concursos públicos e não a concentração administrativa do projecto numa única agência.

Espero também que não se enverede pela política pura de propaganda” – disse ao Novo Jornal um especialista na matéria.

O afastamento do GRECIA, segundo apuramos, dever-se-á ao desvirtuamento dos objectivos que deram origem à sua contratação.

Destinada a apoiar um programa de comunicação interna e externa do Executivo e a agilizar a promoção de entrevistas e conferências de imprensa para transmitir a mensagem do Governo, a verdade é que essa intenção ter-se-á resvalado para operações de entretenimento e de propaganda desenquadradas dos seus objectivos.

O desgaste em relação ao trabalho do GRECIA atingiu um ponto tal que, segundo soube o Novo Jornal, um dos seus representantes, Sérgio Neto, acabou por ver vetada a sua entrada na reunião da semana passada. “Era uma reunião em que ao sentenciar-se o fim do GRECIA, a sua presença não fazia sentido e ele deveria ter percebido isso antes de lá ir” – confidenciou uma fonte conhecedora deste dossier.

Fonte: Novo Jornal

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