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Um futuro melhor na Universidade 11 de Novembro

A Universidade 11 de Novembro, que abrange as províncias de Cabinda e Zaire, vai admitir este ano académico 1.835 novos alunos, nas diversas unidades orgânicas que compõe a Região Académica III. As vagas foram distribuídas tendo em conta os espaços lectivos e o corpo docente.
O Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED) vai admitir 366 novos estudantes, a Faculdades de Direito 210, de Medicina 72, de Economia 383, o Instituto Superior Politécnico de Cabinda 120, enquanto no Instituto Superior Politécnico de Mbanza Congo e Soyo vão ingressar um total de 700 estudantes.
O reitor da Universidade, Kianvu Tamo, referiu que está prevista a inclusão dos cursos superiores de Língua Portuguesa, Inglesa e Psicologia Clínica e, no próximo ano, os de Análises Clínicas e Imageologia, que foram adiados por imperativos financeiros.
Em relação ao corpo docente, revelou haver cooperação entre a Universidade que dirige e uma congénere cubana, no âmbito do acordo assinado entre Angola e Cuba. Em Março, vão ser admitidos mais professores para reforçar o corpo docente das unidades orgânicas da Universidade.
Kianvu Tamo adiantou que estão ainda previstas várias acções de formação em pós graduação para os docentes do ISCED e das faculdades de Direito e de Economia, estando a sua concretização dependente da anuência do Ministério da tutela.
A Universidade tem estado a utilizar um instrumento de gestão de avaliação dos docentes que se baseia em parâmetros relativos à assiduidade e à produção científica. Nesse sentido, o reitor convida os docentes a publicarem os seus trabalhos científicos na revista da Universidade, intitulada “Perspectiva Cabinda Universitária”.
“Criámos, na Universidade, condições para permitir aos docentes e discentes publicarem os seus trabalhos, tal como temos organizado jornadas académicas e outras acções para dar a possibilidade aos professores de apresentarem temas”, explicou.

Ainda em termos de formação, o reitor defende a cooperação interna entre a Universidade 11 de Novembro e as demais universidades do país, avançando a possibilidade de serem assinados, em breve, protocolos de cooperação com a Universidade Agostinho Neto nos domínios da investigação científica e da docência, tendo em conta a sua experiência na matéria.
Quanto às parcerias com universidades estrangeiras, Kianvu Tamo considera ser importante, desde que os protocolos sejam exequíveis, uma vez que, na sua perspectiva, “não interessa assinar vários protocolos para depois ficarem engavetados sem qualquer execução”.
Entre as principais dificuldades vividas pela Universidade, apontou a falta de salas e de meios de transporte e a escassez de docentes com o grau de doutoramento, mas Kianvu Tamo está esperançado que, a breve trecho, essas dificuldades vão ser ultrapassadas, uma vez que o Executivo continua com o seu projecto de construção de infra-estruturas e de apoio à formação de docentes.
Em termos de projectos, realçou que se pretende introduzir novos cursos em cada novo ano académico, admitir mais professores e instalar laboratórios de investigação científica nas áreas de ciências económicas, de educação e no domínio da medicina.

Campus Universitário

Na localidade do Caio, nos arredores da cidade de Cabinda, está a ser erguido um Campus Universitário com capacidade para albergar cerca de 15 mil estudantes.
De acordo com o reitor, as obras de construção decorrem sem sobressaltos e a primeira fase do projecto, que abarca os escritórios da reitoria, o anfiteatro e a biblioteca, deve estar concluída em Junho.
Excluindo a Faculdade de Medicina e o Instituto Superior Politécnico das Ciências Médicas, que possuem instalações de raiz de alto nível, as demais unidades orgânicas, designadamente o ISCED e as faculdades de Direito e de Economia, vão ficar instaladas no futuro Campus Universitário do Caio.
Kianvu Tamo tem a convicção de que, com a entrada em funcionamento do Campus, vão ser ultrapassadas as dificuldades actualmente vividas de falta de espaços lectivos, uma vez que o ISCED continua a trabalhar em instalações provisórias e a reitoria funciona num espaço bastante exíguo, que pertenceu a uma escola primária.
Além da área lectiva, a nova Cidade Universitária vai incluir uma zona de internato para os estudantes, destinada a permitir aos alunos de outras províncias estudarem em Cabinda, e abre a possibilidade de serem incluídos novos cursos superiores, como o de Petróleos, Engenharia Informática e Electrónica.

Província do Zaire

A Região Académica III abrange igualmente a província do Zaire, com núcleos em Mbanza Congo e Soyo, do Instituto Superior Politécnico (ISP) e do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED). Na capital da província do Zaire, o ISP dedica-se ao ensino superior da Matemática, Física, Psicologia, Química e Gestão, enquanto no Soyo lecciona Engenharia Informática, estando já garantido para o presente ano académico o curso de Organização e Manutenção Industrial, tendo em conta as novas instalações que vão ser entregues à Universidade pelo governo da província do Zaire.

Ensino superior nos municípios

No próximo ano vai ser instalado um núcleo do ISCED no município do Buco-Zau, para leccionar o curso de Formação de Professores, uma vez que, segundo Kianvu Tamo, este constitui uma primeira fila que necessita de muita mão-de-obra.
“No próximo ano, pretendemos abrir cursos do ensino da Matemática e da Pedagogia, e de Bioquímica, para os jovens dos municípios de Buco-Zau e Belize serem formadores. Tudo depende da autorização do órgão da tutela e dos meios disponíveis.”
Para o reitor, a formação destes jovens em Química e Biologia vai servir para consolidar a ideia de se incrementar, a médio e longo prazo, um curso superior de Engenharia Agro-Florestal e Ambiental naquele município madeireiro, tendo em conta as potencialidades florestais que a localidade ostenta.
Para esta formação, o reitor defende o aproveitamento dos jovens locais e do vizinho município do Belize, sem descurar demais interessados oriundos de outras províncias do país.
A ideia do Presidente da República de existir um envolvimento cada vez maior do sector empresarial privado no desenvolvimento do país agrada ao reitor, pois considera que a Universidade pode desempenhar um papel muito importante nesse sentido, uma vez que as empresas são fundamentais para a inserção dos estudantes recém-formados no mercado de trabalho.
“As empresas devem aceitar de bom grado os estágios de estudantes finalistas, porque a sua investigação e contribuição podem fornecer elementos novos que influam no desenvolvimento das empresas locais.”
Nessa perspectiva, a Universidade pretende celebrar protocolos com algumas empresas, para permitir o estágio dos estudantes finalistas, à semelhança do que já aconteceu entre a Faculdade de Medicina e os centros hospitalares da província.
“As pessoas não devem estudar só por estudar e ter títulos. O mais importante é estudar para saber e ajudar o país a crescer e a desenvolver-se e a Universidade pode ser útil nesse sentido, para que não se torne uma fábrica de desempregados, como acontece em muitos países”, salientou Kianvu Tamo.
“A Universidade aposta na formação do angolano e estamos ao serviço do nosso país. Vamos cumprir os objectivos traçados pelo Executivo, trabalhando para o desenvolvimento do país e da consolidação da unidade nacional. Estamos a formar o homem que vai contribuir para a reconstrução do país e, ao nosso nível, vamos propondo algumas soluções para ajudar o nosso Governo”, rematou.

Fonte: Jornal de Angola

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