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GPL acelera obras em ano de eleições

As obras iniciadas em 2011 devem ser concluídas até ao fim do primeiro semestre deste ano. Caso contrário, não serão pagas.

O aviso foi recentemente comunicado aos cerca de cem empreiteiros presentes numa reunião em que foram analisadas as obras com impacto na sociedade local. No entanto, o vice-governador para a área económica e produtiva, Miguel Catraio, mostrou-se optimista quanto ao cumprimento dos contractos.

Segundo o governante luandense, 95% das obras em execução estão a respeitar o cronograma definido e que «todas foram pagas».

Mas a mensagem passada às construtoras foi muito clara: caso haja ‘derrapagens’ nos prazos, as empresas correm o risco de perder os contractos assinados com o Governo provincial.
O objectivo do aviso está relacionado com o facto de este ser um ano com compromissos eleitorais importantes.

Nesse sentido, o vice-governador lembrou a responsabilidade social das empresas envolvidas: «São muito lucrativas e devem, por isso, colaborar com o Governo na solução dos diferentes problemas».
Entre os empreiteiros presentes na reunião do GPL estiveram as empresas portuguesas Teixeira Duarte, Mota-Engil e Soares da Costa e a brasileira Odebrecht.

Envolvida em obras de requalificação do espaço urbano da capital, a Odebrecht não se sente afectada pela tomada de posição do Executivo provincial. Ao SOL, o gabinete de comunicação da construtora brasileira classificou a perspectiva do Executivo como «legítima».

Já a portuguesa Soares da Costa, através do seu director-geral em Angola, Jorge Rocha, manifestou-se tranquila, porque está a cumprir os projectos dentro dos prazos estipulados nos contractos – nomeadamente, as obras de requalificação da Baía de Luanda, em que participa num consórcio com a Mota-Engil.

O peso de Angola

As construtoras portuguesas estão a consolidar a sua posição em Angola. Nos primeiros nove meses de 2011, as três maiores empresas cotadas na bolsa de valores de Lisboa facturaram cerca de 900 milhões de euros, segundo os dados mais recentes. Grande parte deste valor deve-se à elaboração de obras emblemáticas, como a Assembleia Nacional de Angola – a cargo da Teixeira Duarte – e as obras de reabilitação da Baía de Luanda, adjudicada ao consórcio Mota-Engil/Soares da Costa.

A Teixeira Duarte foi a que mais facturou até ao final de Setembro de 2011, em Angola. No total, registou um volume de negócios de 344,9 milhões de euros em Angola. A construção da Assembleia Nacional de Angola, que deverá estar pronta em 2013, está a impulsionar a actividade no país.
Também a Mota-Engil, que iniciou a actividade em Angola antes da independência, tem fortalecido a sua posição. Os respectivos negócios em Angola representaram cerca de 20% do total da facturação da empresa, que está presente em mais de uma dezena de países.

Fonte: Sol

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