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Ministro angolano diz que se o dinheiro não vier para Portugal vai para outro lado

O ministro das Relações Exteriores angolano, Georges Chikoti, disse ontem em Londres que se Portugal rejeitar o investimento angolano, este será investido noutro lado, a propósito de declarações recentes do presidente do Parlamento Europeu.

Num debate gravado recentemente em vídeo e noticiado pelo jornal Público, Martin Schulz criticou a visita-relâmpago que o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, fez em Novembro a Angola, na qual admitiu ir à procura de capital angolano para as privatizações em curso.

Embora tenha admitido desconhecer as declarações originais de Martin Shulz, o ministro das Relações Exteriores angolano argumentou que “as pessoas querem investir onde há oportunidades” e os “angolanos também”.

“Portugal pode rejeitar, mas o dinheiro vai ter destino na mesma”, respondeu Georges Chikoti à agência Lusa, à margem de uma palestra em Londres sobre a política externa angolana.

Depois da visita-relâmpago a Angola, o presidente do Parlamento Europeu teceu o seguinte comentário: “Passos Coelho apelou ao Governo angolano a que invista mais em Portugal, porque Angola tem muito dinheiro. Esse é o futuro de Portugal: o declínio, também um perigo social para as pessoas, se não compreendermos que, economicamente, e sobretudo com o nosso modelo democrático, estável, em conjugação com a nossa estabilidade económica, só teremos hipóteses no quadro da UE”, disse Martin Schulz.

Mais tarde, o dirigente europeu lamentou o que classificou como uma interpretação errada dos comentários, garantindo que não criticou Portugal, mas sim a falta de solidariedade na Europa.

“Eu não critiquei nem o Governo nem critiquei o país, apenas expliquei que os europeus devem perceber que têm de trabalhar em conjunto”, de modo a que um Estado-membro da União não tenha de se virar para países terceiros em busca de investimentos, afirmou.

Fonte: DN

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