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Cólicas nos bebés podem estar relacionadas com enxaquecas nas mães

Um estudo conduzido por neurologistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, mostrou que as mães que sofrem de enxaquecas têm o dobro da probabilidade de ter um bebé com cólicas.

Esta investigação volta, assim, a relançar o debate sobre a possibilidade de as cólicas serem um sintoma prematuro de futuras enxaquecas – pelo que a redução dos estímulos, da luz e do ruído podem ajudar a aliviar as dores. “Isto é significativo porque o choro excessivo é comum na síndrome do bebé agitado, e pode provocar morte, danos cerebrais ou atrasos no desenvolvimento”, salienta o grupo responsável pelo estudo.

“Se formos capazes de perceber o que faz os bebés chorar, seremos capazes de os proteger de efeitos muito perigosos”, reafirmou Amy Gelfand, neurologista especialista em pediatria, que apresentará o presente estudo durante o 64º Encontro Anual da Academia Americana de Neurologia, que terá lugar em Nova Orleães em Abril. “Tendo em consideração que as enxaquecas são sobretudo uma perturbação de origem genética, o nosso estudo sugere que as cólicas infantis podem ser um sinal precoce de que estas crianças têm uma predisposição para vir a sofrer do mesmo que as mães no futuro”, acrescentou.

Desde há muito tempo que vários estudos associam as cólicas e o choro excessivo a problemas gastrointestinais nos bebés, normalmente causados pelos alimentos que ingerem directamente ou através do leite materno. No entanto, apesar de mais de 50 anos de investigações, nunca foi possível provar uma efectiva relação de causalidade, visto que tanto os bebés alimentados exclusivamente com leite materno como os que tomavam suplementos ou leite artificial revelaram a mesma probabilidade de ter cólicas.

O estudo da Universidade da Califórnia, conduzido por Gelfand, teve como base uma amostra de 154 mães que compareceram nas consultas de rotina com os seus bebés até aos dois meses, altura em que costumam existir mais cólicas. As mães foram convidadas a preencher um questionários sobre os padrões de choro dos seus filhos e sobre o seu historial de enxaquecas, para depois se perceber se o choro estava relacionado com a definição médica de cólicas.

A análise das respostas permitiu perceber que as mães que sofriam com mais frequência de enxaquecas tinham mais do dobro da probabilidade de ter bebés com cólicas: 29% dos bebés com mães com enxaquecas tinham cólicas, contra 11% entre os bebés de mães sem esta patologia.

 

Fonte: Publico

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