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Próximo censo populacional já tem data marcada

O Instituto Nacional de Estatística (INE) marcou para as zero horas de 16 de Julho de 2013 o arranque, em todo o país, do próximo recenseamento geral da população e habitação, e determinou que a operação deve durar quatro semanas, apurou o Jornal de Angola.

De acordo com o programa global do recenseamento geral da população e habitação, “o momento censitário” para o arranque da operação “está marcado para as zero horas do dia 16 de Julho de 2013”.
Durante o período de recolha de informações, acrescenta o documento, não é aconselhável a realização de qualquer outra operação estatística ou cívica de nível nacional, para não confundir a população quanto à importância da resposta ao censo.

O documento diz que o trabalho de recolha de dados vai ser feito através de entrevista directa, por recenseadores localmente recrutados e formados para o efeito.

De acordo com o programa, entre as variáveis a ter em conta no próximo censo, em relação à população, constam as características de migração interna e internacional, do agregado familiar na habitação, da educação, da economia e agricultura e da fertilidade e mortalidade.

O Presidente da República, autorizado pela Assembleia Nacional a legislar sobre as bases gerais do recenseamento geral da população e habitação, determinou, por Decreto, que os serviços do poder local não podem distribuir qualquer questionário à população nos meses de Julho a Outubro de 2013, excepto os que forem oficialmente instituídos pelo Instituto Nacional de Estatística.

O Decreto Legislativo Presidencial nº 3/11 considera qualquer tentativa de dificultar o processo como “transgressão estatística” e pune com multas, que vão de 3.000 a 35.000 kwanzas, quem se opuser, activa ou passivamente, às diligências das pessoas envolvidas na recolha de dados do recenseamento.

Considerado como “a operação estatística mais complexa e dispendiosa que qualquer país pode realizar”, o recenseamento geral da população e habitação, além de permitir contar exaustivamente a população residente no país e fazer o levantamento do parque imobiliário, produz dados indispensáveis à generalidade dos utilizadores de informação estatística oficial, para a elaboração de políticas públicas nos diferentes sectores de actividade económica e social.

Angola é um dos poucos países do Mundo que não realiza um censo completo desde 1970, devido à instabilidade militar. Entre 1983 e 1987 foram feitas algumas tentativas de realização de censo, cujos resultados não são considerados, por não ter abrangido todo o território nacional e não ter obedecido aos princípios e recomendações internacionais para este tipo de operação, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas.

O censo realizado em 1970 calculou a população angolana em cerca de 5,6 milhões de habitantes, contra os poucos mais de 3,7 milhões de habitantes recenseados 1940, considerado o primeiro “bem preparado e mais o abrangente” realizado no país.

As primeiras tentativas de realização de censo populacional em Angola foram feitas na década de 70 do século XVIII. De acordo com documentos disponíveis, não havia rigor técnico nestas operações de contagem da população e não cobriam todo o território nacional.

Para o censo de 2013, o Instituto Nacional de Estatística conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), do Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Mundial, entre outras parcerias.

Fonte: JA

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