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OMS adia publicação de estudos sobre vírus mutado da gripe das aves

A decisão que saiu da reunião à porta fechada da OMS sobre a maior polémica científica dos últimos meses é a de manter dentro da gaveta os dois estudos sobre o vírus mutado H5N1, que poderá ser transmissível entre humanos. A moratória também se mantém para a investigação desta mutação de vírus enquanto se avalia os aspectos de biosegurança.

“Dada a grande mortalidade associada com este vírus, todos os participantes deste encontro enfatizaram o alto nível de preocupação deste vírus na comunidade científica e a necessidade de compreendê-lo melhor com mais investigação”, disse Keiji Fukuda, responsável da OMS, citado num comunicado da organização. “Os resultados desta nova investigação mostram claramente que o vírus H5N1 tem o potencial de transmitir mais facilmente entre pessoas, sublinhando a importância enorme para a continuação da vigilância e da investigação deste vírus.”

O problema começou em Setembro quando uma equipa holandesa revelou ter produzido mutações no vírus da gripe das aves H5N1, que era capaz de passar de uma doninha para outra (o modelo mais parecido com os humanos para estudar o vírus da gripe). Por enquanto na natureza, este vírus só passa de aves para humanos. Mas a sua mortalidade em humano é de 59%, segundo a Organização Mundial de saúde, um valor muito superior às estirpes da gripe que causaram no passado pandemias, como a gripe espanhola que em 1918 e 1919 matou entre 20 a 50 milhões de pessoas.

Depois da equipa holandesa, outra equipa dos EUA conseguiu o mesmo feito. Ambas enviaram um manuscrito sobre a descoberta para a publicação nas revistas científica de topo Science e Nature. Mas em Dezembro, a Agência nacional para a ciência e biosegurança dos Estados Unidos pediu para as duas revistas não publicarem os artigos com medo que a informação fosse utilizada para construir uma arma de bioterrorismo.

A 20 de Janeiro, os cientistas de 20 equipas assinaram uma moratória para pararem a investigação sobre o H5N1 durante 60 dias, para que se avaliasse o perigo da descoberta. Entre as equipas que assinaram a moratório estão os dois grupos que produziram o vírus mutado.

Yoshihiro Kawaoka, líder do grupo dos EUA, da Universidade de Wisconsin-Madison, criticou a moratória num artigo da Nature. “Algumas pessoas argumentam que os riscos destes estudos – mau uso e a libertação acidental do vírus, por exemplo – pesam mais do que os benefícios”, escreveu. “Oponho-me a isso, o vírus H5N1 que circula na natureza já é uma ameaça, porque os vírus da gripe mutam constantemente e podem estar na origem de pandemias que causam grande perda de vidas.”

A reunião que terminou nesta sexta-feira e que envolveu 22 pessoas, incluindo os líderes das duas equipas de investigação, editores das duas revistas envolvidas, responsáveis da OMS e de algumas da agências de saúde mais importantes, concluiu que era necessário “estender a moratória temporária na investigação com o novo vírus H5N1 modificado em laboratório e reconhecer a necessidade de se continuar a investigação no H5N1 que ocorre naturalmente na natureza para se proteger a saúde pública”, diz o comunicado.

Quanto á publicação dos dois artigos, foi decidido que o melhor seria publicar a informação toda, mas não já. “Há preferência pela divulgação total da informação sob um ponto de vista de saúde pública. No entanto, há preocupações públicas significativas à volta desta investigação que devem primeiro ser abordadas”, disse Fukuda. Nomeadamente, informar e fazer com que o público compreenda esta investigação e rever aspectos de biosegurança que surgiram com o vírus mutado.

Fonte: Publico

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