InicioMundoImprensa francesa destaca com pouco entusiasmo candidatura de Sarkozy

Imprensa francesa destaca com pouco entusiasmo candidatura de Sarkozy

As primeiras páginas dos jornais franceses são dominadas nesta quinta-feira por grandes fotografias de Nicolas Sarkozy e por títulos sobre o arranque da sua campanha eleitoral – confirmada na quarta-feira à noite na estação de televisão francesa TF1 – e a sua aposta numa aproximação ao povo.

O jornal France Soir considera que Sarkozy jogou uma cartada “populista”, ao recorrer aos referendos para “devolver a palavra ao povo”. Ontem à noite, o actual Presidente dirigiu-se “a esta França que já não acredita em nada”, uma maioria silenciosa que se refugia na abstenção em cada eleição. “Há muitos franceses que sentem estar a perder poder” pelas “elites, sindicatos, partidos políticos”, lamentou Sarkozy. Dominique de Montvalon escreve no jornal que “o Presidente-candidato está condenado a (…) renovar o diálogo com aqueles que o elegeram há cinco anos e que hoje estão decepcionados. Caso contrário, o seu isolamento, em vez de diminuir, irá aumentar”.

O Le Monde dá conta das forças e das fraquezas de Sarkozy, dando atenção à generalização do referendo, especialmente sobre que benefícios dar aos desempregados, exemplo dado ontem à noite por Sarkozy. O jornal acredita que o novo candidato quer compensar a sua imagem pública, enfraquecida, com uma inflamação dos “valores”.

“O Presidente cativou, seguramente, mas não conseguiu convencer”, diz Olivier Picard no editorial do Les Dernières Nouvelles d’Alsace. Para o L’Eclair des Pyrénées, através das palavras de Philippe Reinhard, “o problema não é a sua credibilidade, mas a afectividade. No terreno, já perdeu essa batalha. E a sua prestação de ontem à noite enterrou-o ainda mais”.

O jornal Le Parisien escreve que Sarkozy ontem “não parecia ter o entusiasmo de 2007” e o Libération diz que o novo candidato às presidenciais “perdeu a sua bússola”.

O Le Figaro dá uma nota um pouco mais positiva ao anúncio. O jornal considera que Sarkozy adoptou uma abordagem arriscada junto do eleitorado, que ainda se lembra das reformas que o Presidente não conseguiu cumprir na totalidade. No entanto, diz que se a França quiser participar “na grande corrida à mundialização” é preciso “rever a sua competitividade, sistema de segurança social e despesas públicas”, coisas de que fala Sarkozy mas não o outro candidato, François Hollande.

Fonte: Público

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