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Avô Kitoko promote ‘rebentar’ com tudo

O presidente do Fórum da Medicina Tradicional em Angola e patrono da Fundação com o seu nome, Kitoko Maiavanga, disse que a sua instituição condenou recentemente os anúncios que têm sido feitos em algumas publicações, porque acabam por denegrir o bom nome da organização.

Segundo Kitoko, algumas das pessoas que se apresentam como poderosos terapeutas não passam de pessoas que apresentam actividades sem nenhum conhecimento científico. De acordo com o presidente do Fórum este grupo é liderado por indivíduos provenientes de países como a Guiné-Conacry e República Democrática do Congo.

“Brevemente vamos dialogar com alguns jornais e outros órgãos de comunicação social para ver se limitam estas práticas”, disse.

Ele defende a criação de leis e outras políticas que regulem a actividade dos terapeutas tradicionais, porque pretendem que a medicina tradicional seja mais actuante ao ponto de aproximar-se da moderna.

Kitoko considera como práticas ocultas alguns dos milagres que os ‘doutores faz-tudo’ oferecem, como por exemplo o facto de as pessoas solicitarem sorte, recuperação dos parceiros ou encontrar um outro. Mas, e em todo o caso, segundo ele, algumas destas práticas provêem dos nossos ancestrais, razão pela qual devem ser respeitadas, ao mesmo tempo que se deve efectuar investigações científicas neste campo.

“Agora não é nada aquilo que prometem, porque se tens pénis pequeno, então vai ficar grande.

Não queremos nada disso. Quando fomos mais pequenos diziam-nos que se banhássemos num dos rios, pegássemos num pedaço de imbondeiro e batêssemos no sexo, ele iria ficar maior, mas isso nunca aconteceu”, contou o terapeuta.

Defensor de que a fé tem que ser sempre em Deus, o terapeuta referiu que os novos doutores não estão em condições de resolver os problemas que eles próprios apresentam nas suas publicidades. Muitas das coisas, segundo o nosso interlocutor, são truques mágicos, à semelhança do que já registou em alguns países por onde passou e viveu.

“Vivi no Congo Democrático e Brazaville e essa ciência que nos apresentam é empírica, não é aceitável”, especificou, realçando que “essa promessa de que podem ter dinheiro é aldrabice. Muitos foram aldrabados na Avenida Brasil, onde esperavam os grandes chefes para lhes dizerem que têm herança dos pais, problemas de santos e iam às casas deles para pisarem os tapetes. Outros recebiam promessas de que podiam introduzir dinheiro falso nos bancos”.

O responsável da Fundação Kitoko lembra que alertaram anteriormente as autoridades sobre estes problemas, porque a sorte que muitos procuram vem em primeira instância de Deus.

Aconselha os angolanos a não solicitarem a ajuda dos auto-intitulados “poderosos doutores terapeutas tradicionais” porque, de acordo com Kitoko Mayavanga, “não há tratamentos benéficos”.

Ele considera mesmo os tratamentos efectuados como actos de “quimbandeirismo” e não terapias sérias, onde as pessoas podem ser curadas através de ervas e outras plantas medicinais.

Em muitos casos, como a fonte frisou, mesmo que surta um efeito ele será efémero, podendo mesmo o solicitante perder a vida porque tem de cumprir algumas obrigações. Há pessoas que não podem ter filhos e outros vendem partes do próprio corpo, mas tudo com um tempo determinado.

Resultados sinistros

Uma das consequências apontadas por Kitoko Mayavanga é a existência de muitos malucos na cidade, incluindo intelectuais, que fazem parte de um grupo que nos últimos tempos procurou estes serviços sombrios. Muitas destas pessoas seguiram certos rituais.

Actualmente, o gabinete de pesquisa do Fórum de Medicina Tradicional vai tentar encontrar os ‘doutores’ estrangeiros que estão a actuar no mercado angolano, porque Kitoko salienta que muitos deles não podem ser afastados.

“Vamos procurar estar próximos deles para tirarmos este mal e buscar o bem que existe neles”, defende o terapeuta. “Já sabemos todos os campos onde vamos penetrar, inclusive com a Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC). Sabemos onde estão concentrados e tratam as pessoas com urnas, fotografias dos maridos, fardamentos de outras pessoas, anéis e outras coisas. Nós vamos rebentar com tudo, porque eles têm os dias contados”, acrescentou.

O terapeuta acha que as pessoas procuram estes “doutores”por causa dos problemas que elas enfrentam. Defende que haja uma colaboração entre os próprios colegas, sociólogos e psicólogos, que pensa que deviam descer até à base, isto é nos musseques, com a criação de gabinetes de aconselhamento nos próprios centros de medicina tradicional.

Fonte: O PAÍS

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