InicioMundoAutoridades de Honduras iniciam processo de identificação das vítimas de incêndio

Autoridades de Honduras iniciam processo de identificação das vítimas de incêndio

As autoridades de Honduras iniciaram nesta quinta-feira o processo de identificação das 355 vítimas do incêndio na colônia penal em Comayagua, no centro do país. Os primeiros 115 corpos foram transportados na noite desta quarta-feira para o necrotério de Tegucigalpa, e outros 146 chegaram ao local nesta quinta-feira.

Segundo o ministro da Segurança Pública, Pompeyo Bonilla, a polícia deve dar início à identificação dos corpos ainda nesta quinta-feira. “É um processo complicado, mas nós temos o apoio de outros países”, declarou. Segundo ele, diversos especialistas chegaram hoje do Chile, Estados Unidos, Guatemala e Salvador. O número de mortos ainda pode aumentar, segundo as autoridades. A maioria dos 496 sobreviventes foi transportada para um local secreto, antes de serem enviados para um centro de detenção.

De acordo com as autoridades, o estado dos corpos, que estão na sua maioria carbonizados, torna a identificação difícil. Eles morreram, em grande parte, asfixiados pela fumaça, tentando se jogar nas duchas e nas pias para apagar o fogo. As famílias das vítimas foram conduzidas de ônibus até a capital, Tegucipalpa, e foram hospedadas em hotéis à espera da identificação dos cadáveres. ‘O governo e o estado trabalham juntos para dar o apoio necessário às famílias’, declarou o ministro.

O inquérito sobre o incêndio foi aberto por uma comissão especial, segundo o porta-voz da polícia nacional, Ivan Mejia. “A investigação deve durar meses”, declarou. As autoridades ainda não descartaram a hipótese de detento ter colocado fogo intencionalmente em um colchão, o que teria desencadeado a tragédia, uma dos piores ocorridas em uma penitenciária nos últimos dez anos. Nesta quinta-feira, a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, disse que vai pedir uma investigação. Há denúncias de que alguns policiais atiraram nos presos quando eles tentavam deixar as celas.

Fonte: RFI

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