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Eurogrupo adia reunião e pede mais garantias à Grécia

Os ministros das Finanças da zona do euro adiaram uma reunião prevista para esta quarta-feira para discutir o desbloqueio do segundo plano de ajuda à Grécia, orçado em 130 bilhões de euros. Os representantes do bloco devem conversar  por telefone, mas antes da liberação do pacote exigem mais garantias do governo grego na aplicação das medidas de austeridade.

O presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker, confirmou que a reunião acontecerá pelo telefone. Segundo ele, os ministros das Finanças da zona do euro não receberam as garantias necessárias dos líderes da coalizão grega sobre a aplicação concreta do programa. De acordo com fontes diplomáticas, também há dúvidas em relação à participação do Banco Central Europeu na reestruturação da dívida da Grécia, para completar o esforço dos credores privados. A aprovação do novo plano de ajuda é essencial para que o país honre, no dia 20 de março, o pagamento da parcela de 14,5 bilhões de euros, que corresponde aos juros da dívida soberana, e evite a moratória.

Os documentos necessários para o desbloqueio definitivo do plano de ajuda ainda não estão prontos, o que levou os europeus a adiarem o encontro. O governo grego continua sob pressão, mesmo depois da adoção pelo Parlamento de um novo pacote de austeridade. As medidas exigidas pela União Europeia, Fundo Monetário Internacional e BCE são uma etapa importante, segundo os dirigentes europeus. Mas a Grécia ainda precisa cortar mais 325 milhões de euros no orçamento de 2012.

Para atingir o objetivos, o governo grego prevê uma redução das despesas em vários ministérios, incluindo o da Defesa. Os credores institucionais também esperam que os integrantes da coalizão grega assumam um compromisso por escrito, para garantir a aplicação do plano de austeridade depois das legislativas, que acontecem em abril. A carta exigida pelo Eurogrupo, que sela esse comprometimento do país, poderá ser entregue nesta quarta.

A concretização das medidas, que incluem diminuição de salários e fundos de pensão, além cortes de vagas e privatizações, é vista com ceticismo por alguns líderes europeus. Para a chanceler Angela Merkel, por exemplo, a adoção do plano grego é um passo importante, mas agora o país precisa aplicá-lo. Diante da situação, alguns países, como o Luxemburgo, não excluem uma saída do país da zona do euro, o que seria uma catástrofe na opinião de diversos economistas. Especialistas acreditam que o eurogrupo dará aval aos credores privados para o perdão de metade da dívida grega antes de aprovar a liberação do segundo pacote.

Fonte: RFI

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