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Rússia forma técnicos angolanos para gerir projecto AngoSat

Luanda – Pelo menos dez técnicos angolanos, ligados ao sector das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, encontram-se em formação, desde 2011, na Federação da Rússia, no âmbito da gestão do projecto AngoSat, disse hoje o embaixador russo em Angola, Seguey Nenáchev.
Segundo declarações do diplomata, à margem da II Sessão da Comissão Intergovernamental para a Cooperação Económica, Técnico-científica e Comercial entre Angola e a Rússia, aberta hoje, em Luanda, em 2011 foram à Rússia cinco técnicos para formação superior e este ano outros cinco para fazer pós-graduação.
A formação pode durar dois a três anos para os quadros que farão pós-graduação e seis anos para o curso superior (o ciclo completo de ensino superior na Rússia é de seis anos).
Em declarações recentes, o ministro angolano das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José de Carvalho da Rocha, informou que o processo de entrada em órbita do AngoSat inicia este ano (2012).
Neste projecto, a Rússia está a prestar apoio técnico e financeiro através de um consórcio de bancos, disse o embaixador, salientando que até ao ano passado foram finalizadas a preparação da documentação técnica e financeira relativa ao projecto.
A instalação do satélite vai permitir disponibilizar serviços de acesso internacional de suporte e expansão da Internet em banda larga, de transmissão para os operadores de telecomunicações e a disponibilização para suportar serviços de rede de televisão e radiodifusão.
Avaliado em 327 milhões e 600 mil dólares e com o tempo de produção estimado em 39 meses, o contrato prevê, além do fornecimento de meios técnicos, a formação de quadros angolanos em tecnologia espacial para a gestão do satélite.
AngSat terá um tempo de vida útil de 15 anos e vai servir para apoiar as infra-estruturas nacionais de telecomunicações e televisão digital terrestre em todo o país.
 O satélite angolano terá capacidade de 16 transponders na banda C, num total de 1152mHz, seis transponders de 72 MHz na banda Ku, num total de 432MHz e vai permitir realizar, em todo o território nacional, serviços de telecomunicações e de televisão digital via terrestre, em substituição do sistema analógico.
AngoSat permitirá a cobertura da África e Europa na banda C e da África Austral, em particular, na banda Ku.
O consórcio russo integra as empresas RSC (Rocket Space Corporation) Energia, Telecom-Projecto 5 e Rosoboronexport, que lidera o grupo. Nos termos do contrato, a empresa RSC Energia será responsável da produção do satélite.
Fonte: Angop
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