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Zâmbia vence Costa do Marfim nos pênaltis e conquista Copa Africana

 Malabo (Dos enviados especiais) – A selecção da Zâmbia de futebol tornou-se na nova campeã continental, ao derrotar, domingo, em Libreville (Gabão), a similar da Cote d’Ivoire, por 8-7, após recursos de duas séries de grandes penalidades, na final do Campeonato Africano das Nações (CAN2012).
Num jogo emotivo, na presença dos chefes de estados do Gabão e Guiné Equatorial (países co-organizadores) e da Zâmbia, respectivamente, Ali Bongo, Teodoro Nguema Obiang e Rupiah Banda, entre os cerca de 40 mil espectadores, as duas equipas ofereceram um espectáculo de realce, considerado até ao momento como sendo o melhor jogo da competição.
Contra todas previsões, os Chipolopolos conquistaram a 28ª oitava edição do CAN2012, quando antes do início desta prova constavam do segundo plano dos favoritos.
Depois de não ter ficado nos quartos de final no campeonato disputado em Angola, em 2010, a Zâmbia, selecção que dignificou a região austral do continente africano, veio para esta prova com o objectivo de melhorar a sua prestação da edição anterior.
Mas, a sua estreia auspiciosa na primeira fase do campeonato onde integrou o grupo A, na cidade de Bata, na Guiné Equatorial, com triunfo de 2-1, sobre o Senegal elevou os níveis de confiança do conjunto orientado pelo francês Hervé Renard, que já esteve no comando dos Palancas Negras.
Os Chipolopolos, depois de terem ultrapassado várias barreiras, entraram para este confronto determinados, sem receio das principais estrelas da Cote d’Ivoire, lideradas pelo capitão Didier Drogba.
O primeiro sinal de perigo deste confronto, que também teve presenças destacáveis dos presidentes da Confederação Africana de Futebol (CAF), Issa Hayatou, da FIFA, Joseph Blatter e de outras confederações homólogas do mundo, sem esquecer também o brasileiro Edson Arantes do Nascimento “Pelé), aconteceu logo aos dois minutos, com o guarda-redes ivoirense a evitar o pior.
Depois do teimoso resultado nulo registado na etapa inicial, no reatamento os dois conjuntos mantiveram a mesma postura em campo, onde o objectivo era visar a baliza contrária.
Fruto disso, os ivoirenses beneficiaram de uma grande penalidade, aos 69 minutos, após derrube de um avançado desta formação na área zambiana.
Didier Drogba, incumbido de converter o castigo máximo, não o fez da melhor maneira, rematando para fora.
Com esta falha, a Zâmbia acreditou que podia ir mais longe, alias durante a semana em conferências de imprensa, o técnico Hervé Renard disse que a sua equipa estava na final por mérito próprio e que não iria assistir e aplaudir os ivoirenses nesta partida, apesar do adversário ter apresentado nomes de realce do futebol continental e não só.

 O resultado nulo no final do tempo regulamentar forçou a um prolongamento de 30 minutos, o que em nada alterou, forçando a marcação de grandes penalidades.

Na primeira série, as duas selecções foram certeiras, obrigan a uma segunda etapa, na qual a Zâmbia foi mais feliz por ter convertido todos, enquanto os ivoirenses falharam duas vezes.

Esta foi da primeira derrota da Cote d’Ivoire nesta competição onde esteve no grupo B durante a primeira fase, ao lado de Angola, Burkina Faso e Sudão, nos quartos de final eliminou a Guiné Equatorial, nas meias-finais superou o Ghana.

Esta foi a ocasião para a geração de Didier Drogba, Seydou Dombia, Emmanuel Eboue, Souleman Bamba, Keita, Yaya Toure, conquistar este troféu, depois de este país o ter alcançado, na sua única vez, em 1992.
A vitória da Zâmbia, homenageia também os integrantes da selecção deste país, falecidos, em 1993, durante um acidente aéreo em território gabones, quando se dirigiam para Dakar (Senegal) numa missão oficial da CAF.
Fonte: Angop
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