InicioEconomiaAtenas registra cenas de destruição após protestos contra austeridade

Atenas registra cenas de destruição após protestos contra austeridade

O centro de Atenas conta hoje os prejuízos dos violentos protestos contra a adoção de um novo plano de austeridade na Grécia, aprovado ontem em votação tensa no Parlamento do país. Pelo menos 45 prédios foram incendiados e 150 estabelecimentos comerciais amanheceram depredados na capital. Além dos estragos materiais, 122 pessoas ficaram feridas, a maior parte policiais, e 67 pessoas foram detidas.

Hoje, os moradores de Atenas descobrem com tristeza que um dos cinemas mais antigos da cidade, o cine Attikon, de estilo neoclássico, construído em 1870, foi destruído pelas chamas. Centenas de janelas amanheceram com os vidros quebrados por toda a cidade. De acordo com a polícia, mais de 80 mil pessoas participaram dos protestos neste final de semana, enquanto os organizadores contam o dobro de participantes.

Em clima de insurreição popular, o Parlamento grego aprovou na noite de ontem o novo plano de austeridade negociado pelo governo com a União Europeia e o FMI em troca da liberação de 130 bilhões de euros de ajuda ao país. Dos 300 deputados, 199 aprovaram o projeto de lei que prevê mais 3,3 bilhões de euros de economias no orçamento, obtidas com medidas como a redução dos salários. Outros 43 deputados da base governista que se recusaram a aprovar as medidas foram expulsos de seus partidos.

Os ministros das Finanças da zona do euro devem se reunir na quarta-feira para dar o aval ao repasse dos 130 bilhões de euros à Grécia. O euro subiu na manhã de hoje frente ao dólar e as bolsas eiropeias abriram em alta, em sinal de aprovação à decisão de Atenas.

O texto aprovado ontem prevê o enxugamento de 22% do salário mínimo, cortes nas aposentadorias e 15 mil postos de trabalho no funcionalismo público. Quarenta e três deputados dos partidos Pasok, socialista, e Nova Democracia não respeitaram a recomendação partidária na votação e foram excluídos de suas formações. A adoção das medidas de rigor era uma exigência feita pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional para liberar a verba que visa salvar a Grécia da falência e garantir sua permanência na zona do Euro.

Fonte: RFI

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