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Tensão máxima na Grécia, na véspera do Parlamento votar plano de rigor

À beira da falência, a Grécia vive um momento decisivo para o seu futuro. Na noite deste domingo, o parlamento vota um novo plano de austeridade, condição imposta pelos credores para desbloquear uma nova parcela de 130 bilhões de euros. Vindos de todo o país, manifestantes já se concentram diante do parlamento.

Neste sábado, pelo segundo dia consecutivo, cerca de 3.500 pessoas se reuniram na praça central de Syntagma, na capital Atenas. Em Salônica, principal cidade do norte, mais de 4.000 pessoas denunciaram “a chantagem da troika”(referindo-se ao FMI, Banco Central Europeu e União Europeia) e exigindo ” o cancelamento da dívida”. As manifestações foram pacíficas, mas seguidas de perto por um gigantesco dispositivo policial.

Domingo histórico

Para os sindicatos gregos, um dos maiores desafios sociais da Grécia acontecerá nesse domingo, quando milhares de pessoas vindas de todo o país devem se reunir diante do parlamento, antes do voto noturno do plano de rigor exigido pelos credores de fundos da Grécia.

O plano é uma condição sinequanon para o desbloqueio de um novo empréstimo de 130 bilhões de euros, vital para o país não decretar falência e pagar a próxima parcela de sua dívida, em março.

O novo programa de austeridade, cujos termos exatos ainda não foram divulgados, devem incluir uma redução de 22% do salário mínimo, a supressão de 15.000 empregos públicos e cortes sobre certas categorias de pensões de aposentadoria.

O governo do primeiro-ministro Lucas Papademos vive uma crise sem precedentes, depois da demissão na sexta-feira de quatro ministros da extrema-direita e de uma ministra socialista, elevando a seis o número de partidas desde o começo da semana, devido à rigidez do novo pacote de medidas.

Sacrifícios

O acordo que deve salvar a Grécia, submetendo sua população a grandes sacrifícios, será submetido na noite de domingo para segunda-feira ao voto dos parlamentares. Eles não se pronunciarão sobre o programa detalhado de medidas econômicas, mas deverão mandatar o primeiro ministro ou o ministro da Economia, Evangelos Venizelos, para assinar os documentos do plano com os credores do país.

Além desta procuração, os deputados também votarão um acordo de cancelamento de 50% da dívida com credores do setor privado, além das modalidades de recapitalização dos bancos gregos.

O primeiro-ministro, Lucas Papademos, afirmou que o parlamento está diante de uma “responsabilidade histórica”.

Fonte: RFI

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