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Mais refugiados chegam ao Zaire

Mais 125 angolanos, de 52 famílias, que residiam, como refugiados no Congo Democrático, chegaram esta semana ao Zaire, pela fronteira do Luvo, no âmbito do processo de repatriamento voluntário e organizado.
À chegada, estes refugiados, como todos os que entraram por aquela fronteira, foram acolhidos no Centro do Kiowa, onde permaneceram três dias para o processo de registo e de identificação oficial, que lhes facilita a reinserção nas zonas de destino.
Até terça-feira tinham chegado 2.147 pessoas de 843 famílias, mas as autoridades calculam, que até ao fim do processo, em Junho, mais cerca de 43 mil angolanos regressem pela mesma fronteira.
O responsável pela Organização Internacional de Migração no Zaire, disse, ao Jornal de Angola, que está a ser feito tudo para os angolanos oriundos da República Democrática do Congo regressarem ao país no prazo estipulado.
Afonso Cordeiro afirmou que tem havido algumas dificuldades no encaminhamento dos refugiados para as suas zonas de destino pela demora no registo civil na Conservatória de Mbanza Congo.
A equipa de registo civil destacada no Kiowa, referiu, é pequena para o número de pessoas que acorre ao centro.

Falta de transporte

A equipa da conservatória dos registos de Mbanza Congo destacada no Kiowa atribui a morosidade ao atraso dos transporte dos regressados do centro para o sector de identificação. “Os regressados chegam às 10 ou 11 horas ao sector de identificação e dispõem de pouco tempo para resolver os problemas”, disse, disse, acrescentando que os regressados que chegam às sextas-feiras, lamentou, apenas começam a ser registados na segunda, altura em que a província volta a recebe novos retornados.
Isso causa atrasos no transporte dos regressados para zonas de destino devido ao acumular de muitos deles no centro de acolhimento de Kiowa, referiu.

Repatriados ao voto

A Comissão Provincial para o Processo Eleitoral no Zaire, (CPPE) confirmou que os regressados também têm direito ao voto. O coordenador em exercício do processo, Pedro Gabriel, disse que foram registados 141.789 eleitores, um número que considerou balanço “muito positivo” porque ultrapassou as expectativas.
Pedro Gabriel informou que até 15 de Abril próximo, prazo limite para o fecho da fase derradeira do processo de actualização do registo eleitoral, a província do Zaire, pode registar mais 92.901 novos eleitores. O número de 141.789 eleitores já registados também inclui numerosos eleitores que se encontravam em situação de refugiados na RDC e que já possuem Bilhetes de Identidade. “É difícil identificarmos o número exacto dos angolanos oriundos da RDC que acorrem ao processo eleitoral, mas muitos deles não poupam esforços para efectuar o seu registo eleitoral. Nós não sabemos se o cidadão que se regista é angolano retornado”, disse Pedro Gabriel.
Os trabalhos das 22 brigadas nos municípios de Mbanza Congo, So­yo, Cuimba, Nzeto, Tomboco e Nóqui decorrem de forma satisfatória. Exemplificou que no início da segunda fase 2.142 cidadãos já actualizaram os seus cartões de eleitores e 479 são novos registos.
“Apenas temos tido pequenas dificuldades em termos de comunicações ao nível do interior, mas a sede em Luanda tem sabido resolver tudo” frisou. Para que os cidadãos oriundos da RDC adquiram os seus direito de cidadania, a Conservatória dos Registos da Comarca do Zaire, em Mbanza Congo, está a imprimir uma dinâmica especial.

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