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Zâmbia na final

A Zâmbia impôs o seu esforçado futebol ante uma selecção do Ghana infeliz na finalização, conquistando, com todo o mérito, o passe para a final, ao vencer em Bata por 1-0. O resultado final é enganador, porque o domínio do jogo foi inteiramente para as Estrelas Negras.
A diferença esteve na qualidade de Mweene, que tem sido até aqui o melhor guarda-redes do torneio. Uma selecção que apresenta em campo jogadores de alto nível técnico na defesa, na linha média e no ataque tem meio caminho andado para a vitória. Falamos do Ghana. Se acrescentarmos ao valor individual das suas principais unidades uma organização superior e um entrosamento entre os diversos sectores, custa acreditar que essa equipa seja derrotada. Mas foi isso que aconteceu.
A Zâmbia tem jogadores de elevado nível técnico e que se conhecem tão bem que jogam de “olhos fechados”.
É uma autêntica orquestra, onde cada um sabe o que quer, qual o seu papel na táctica definida pelo treinador, e que terrenos deve pisar. Aquela máquina de jogar bem futebol teve pela frente o Ghana, uma selecção fortíssima no contra-ataque e sempre com os olhos postos na baliza contrária. Aywe ou Gyan são jogadores de alto nível, donos de uma técnica muito evoluída, velozes como poucos e com grande capacidade de finalização. Mas falharam.
Só uma Zâmbia de alto nível podia resistir a um Ghana claramente superior em todos os sectores do terreno. E só uma organização perfeita e um grande espírito de entreajuda permitiu à Zâmbia chegar ao intervalo com um nulo no marcador. Isto apesar de ter sofrido, aos sete minutos, uma grande penalidade. Kasonde derrubou Aywe e o árbitro nem hesitou. Mas Mwene defendeu o penalti. Não foi Gyan que falhou. Foi o guarda-redes zambiano que fez uma defesa do outro mundo.  A primeira parte terminou com Katongo a desperdiçar uma grande oportunidade, quando se isolou na área e rematou ao lado. Na segunda parte, o Ghana dominou, pressionou, rematou, deu espectáculo e perdeu. A Zâmbia, com um grande espírito de entreajuda, conseguiu equilibrar as operações no meio campo e, aos 78 minutos, Mayuka marcou o golo solitário da partida. Ele saiu do banco para levar a sua equipa à final do CAN. Uma surpresa.
Na outra meia-final, disputada igualmente ontem, em Libreville, Gabão, a Costa do Marfim derrotou o Mali pelo mesmo resultado, apurando-se para a final de domingo.

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