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Energia solar nas prioridades do Executivo Angolano

O directora nacional de Energia e Água, Sandra Cristóvão explicou durante o worshop sobre a “Tecnologias Ambientais, realizada na passada sexta-feira, 27, em alusão ao dia nacional do Ambiente, que na sua instituição existe uma plataforma avançada sobre o estudo de sistemas solares.

A responsável do Ministério de Energia e Água referiu que a sua instituição planificou para o cumprimento do seu programa a criação de um centro de energias renováveis e instalar 142 sistemas solares foto voltaicos isolados, num total de 534,6 kilowatts. Consta ainda do referido plano a instalação de 230 postes de iluminação em 30 localidades rurais já identificadas pelo seu pelouro.

Os sistemas solares foto voltaicos serão instalados em 36 escolas, 29 postos médicos, nove postos policiais, 10 jangos comunitários e 48 residências administrativas. Sandra Cristóvão esclarece que “o custo maior impede a maximização de energia solar, por isso a prioridade é para aquelas localidades aonde não existe energia eléctrica”.

Com esta aposta, de acordo com a directora de Energia e Águas, o sector quer contribuir para a melhoria de condições de educação e saúde das populações, considerando 2012 o ano internacional de energia sustentável para todos. Ao dissertar sobre o tema “Energias Renováveis”, a funcionária sénior especificou que já usufruem da energia solar as províncias do Uíge, Luanda e Huíla, enquanto o Kuando Kubango, Malange e Bié possuem apenas os sistemas de fornecimento, mas ainda não se beneficiam deste bem.

O workshop sobre “Tecnologias Ambientais” decorreu no departamento de Arquitectura da Faculdade de Engenharia, em Luanda e contou com a presença de dezenas de professores universitários, estudantes, empresários e outros interessados na troca de experiência. Foram analisadas no evento questões relacionadas com as energias renováveis, novas tecnologias na prevenção de incêndios, recolha e reciclagem de fluidos nos sectores de refrigeração e ar condicionado e o regulamento das substâncias que empobrecem a Camada de Ozono.

O director nacional de Tecnologias Ambientais, António Matias, disse, por seu lado, que o Ministério do Ambiente já elaborou o plano estratégico sobre as tecnologias ambientais para o período 2012-2017 e tem nas sublinhas de orientação a abordagem sectorial em relação às novas formas de energia renovável, particularmente sobre a energia solar.

“A aplicação das novas tecnologias serve para reduzir os danos ambientais, são tecnologias limpas que não afectam em grande porção o ambiente”, declarou.

O responsável disse ainda que o dióxido de carbono é a principal causa do aquecimento global, que é hoje o grande problema mundial, explicando que as tecnologias ambientais surgem como um instrumento em que o país deve enveredar para assegurar um futuro melhor para todos.

Para tal, António Matias revelou que estão definidas acções de educação, promoção do uso destes meios, asseguramento e monitoramento da execução de programas e projectos em vários sectores.

Considera as tecnologias ambientais como aquelas que são tidas como amigas do ambiente e “todos devem participar na sua promoção para uma melhor qualidade de vida das populações”.

Em relação ao custo, o director exemplificou que do ponto de vista económico ambiental a energia renovável (solar) é mais rentável que a quantidade e o valor de um candeeiro a petróleo. Apontou a energia solar como permanente por ser obtida a partir de um recurso natural: o sol.

“Segundo o que foi sugerido, está-se a fazer um estudo de forma a tornar mais acessível a aquisição dos produtos das novas tecnologias no cidadão comum”, assegurou.

Tecnologias vs colaboração

O vice-ministro do Ambiente, Syanga Abílio, declarou na abertura do ciclo de debates que o Executivo angolano continua a envidar esforços na implementação das novas tecnologias.

Para a implementação das tecnologias ambientais no contexto angolano é fundamental a colaboração de todos como o próprio Executivo o orientador, os fornecedores de soluções, utilizadores de tecnologias, investidores e instituições académicas.

Segundo o vice-ministro, as tecnologias promovem o desenvolvimento sustentável, nos vários sectores da vida económica de Angola e faz parte das políticas e estratégias do sector, bem como a educação e consciencialização da sociedade sobre as novas tecnologias.

“Se por um lado é necessário educar as pessoas a cultivarem valores, comportamentos, hábitos e competências voltadas à protecção e prevenção ambiental, por outro, é importante educar os vários sectores da economia, sobretudo do sector produtivo que explora e transforma os recursos”, defendeu Syanga Abílio.

No quadro do crescimento constante do mercado Mundial das tecnologias ambientais nos últimos anos, esforços continuam a ser envidados para que Angola siga cada vez mais o mesmo caminho, com base na legislação ambiental em vigor para o controlo rigoroso do seu cumprimento.

O vice-ministro reafirmou que o Executivo angolano pretende para o país uma nova visão de sustentabilidade e um novo posicionamento no quadro internacional do uso das tecnologias ambientais.

Para alcançar tais objectivos, defendeu a necessidade da planificação de um futuro a longo prazo, devendo os programas dos sectores estarem alinhados no contexto económico, social e ambiental.

Inovação na refrigeração

Alexandre da Cunha, professor da faculdade de engenharia na Universidade Agostinho, falou sobre a recolha e reciclagem de fluidos no sector da refrigeração (ar condicionado), informou que um dos objectivos do evento era apresentar as novas tecnologias aplicadas pelos sectores, que não provocam a destruição do ambiente e em simultâneo da camada de ozono.

O docente referiu igualmente que uma empresa denominada FRIMIL, que actua no sector da refrigeração, pretende obter ainda este ano do Ministério do Ambiente uma licença para um projecto de recolha e tratamentos de fluidos. “Vimos muitos resíduos espalhados e sabemos os perigos que isso acarreta”, disse.

Já o estudante de engenharia mecânica, Carlos Mateus, salientou que actividades do género são boas e importantes, porque aprendeu-se muito sobre legislação ambiental.
Segundo ele, “ deve haver maior interacção com os estudantes, considerando que os universitários resolvem uma parte dos problemas da sociedade”. Uma das queixas é a falta de prática do regulamento sobre as substâncias que empobrecem a camada de ozono estipulada na legislação e a falta de divulgação dos programas.

Energia solar custa 3 mil dólares americanos

A empresa Sosol, uma das distribuidoras de energia renovável, cobra um valor mínimo de três mil dólares norte-americanos para a instalação desta energia renovável numa residência.
O director geral, Rui da Silva, contou que ultimamente a empresa tem actuado na área da iluminação pública a nível da cidade de Luanda.
Instalaram 10 postes de iluminação na zona da Sapú, no Kilamba Kiaxi, e alguns painéis solares noutras.

A firma apresentou alguns produtos no workshop sobre “Tecnologias Ambientais”. Os seus técnicos são jovens formados por técnicos holandeses, que durante seis semanas recebem conhecimentos sobre as energias renováveis.

Fonte: Jornal OPAÍS

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