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Sudão do Sul: Petróleo alimenta retórica de guerra

Uma profunda disputa petrolífera entre o Sudão do Sul e Sudão tem alimentado tensões a ponto dos líderes dos dois países sugerirem hipóteses de uma nova guerra.

O correspondente da VOA Gabe Joselow esteve em Juba e reportou sobre as possibilidades de conflito entre os dois países.

Na semana passada o presidente sudanês Omar al-Bashir numa alocução ao país através da televisão nacional disse que o seu país está a beira da guerra do que da paz com o Sudão do Sul, se não houver progressos num acordo sobre a partilha dos recursos petrolíferos.

Este anúncio foi seguido de um outro semelhante, e desta vez do presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, quem advertiu que a guerra pode ter início se o Sudão não aceitar as propostas de Juba.

A disputa tem-se acentuado em torno do uso pelo Sudão do Sul do oleoduto do Sudão no transporte de petróleo para o estrangeiro. O governo de Juba viu-se forçado a suspender a exploração petrolífera no mês passado após acusar Kartoum de roubo de 815 milhões de dólares de receitas do crude produzido pelo Sudão do Sul. O governo de Kartoum respondeu que confiscou o petróleo para compensar os custos de transporte ainda não pagos.

Quando questionado pela VOA se esta disputa poderá conduzir a guerra entre os dois Sudãos, o ministro adjunto sul-sudanês da defesa, Majak D’Agoot disse que o Sudão já lançou o seu primeiro ataque.

“Não é isso uma agressão? Como pode um país independente ser obrigado a partilhar os seus recursos com um outro? Onde é que já se viu? É disto que algumas forças exteriores ou antigos colonos estão a tentar manter, para exercer a hegemonia e controlo sobre o povo do Sudão do Sul e seus recursos. Qual é a razão para isso?”

O norte e o sul do Sudão combateram-se durante 21 anos de guerra enquanto o país era apenas uma entidade. Os dois países acabaram por entrar em disputa no Maio passado em torno da região de Abyei rica em petróleo.

Antes da actual suspensão de produção petrolífera o Sudão do Sul produzia 350 mil barris de petróleo por dia. Mas sem refinarias ou um porto para o transbordo, o país vê-se forçado a recorrer aos oleodutos do Sudão do norte a fim de chegar aos mercados internacionais.

O governo de Karthoum está a procura de rendimentos para substituir os 7 mil milhões de dólares de perda após a separação com o Sudão do Sul, com Juba a obter o controlo de ¾ da então produção petrolífera.

Além da disputa do petróleo os dois países também não chegaram ao acordo final sobre a delimitação de fronteiras terrestres.

Fonte: VOA

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