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Presidente das Maldivas demite-se após motim da polícia

O chefe de Estado das Maldivas apresentou a sua demissão, horas após um grupo de polícias amotinados ter tomado o controlo do edifício da televisão estatal na capital, foi anunciado à BBC por porta-voz governamental do país, mergulhado numa espiral de tensão política há um mês.

Os polícias amotinados começaram a transmitir mensagens de apoio ao anterior chefe de Estado, Maumoon Abdul Gaymoon, impedindo que o actual Presidente, Mohamed Nasheed, fizesse um discurso à nação. Há relatos de que vários jornalistas estão detidos dentro do edifício da televisão.

Pouco antes, o gabinete presidencial emitiu um comunicado garantindo que foram tomadas “todas as medidas necessárias para estabilizar a situação” na capital, Malé, onde ontem houve uma manifestação de apoiantes a Gaymoon – e a qual, segundo testemunhas ouvidas pela BBC foi dispersada por militares com recurso a gás lacrimogéneo.

Fontes próximas do Presidente precisaram que aquele protesto ocorreu numa zona de alta segurança perto do quartel-general do Exército em Malé. E negaram que as tropas tivessem usado balas de borracha para dispersar a manifestação, à qual vários testemunhos indicam que se juntaram dezenas de polícias recusando obedecer às ordens para ir contra os manifestantes.

O clima de tensão nas Maldivas tem vindo a agravar-se desde que no mês passado o exército deteve um juiz, acusado de tomar decisões “politicamente motivadas”, incluindo a de libertar um activista da oposição que fora preso sem mandado.

Estes protestos, e os confrontos, têm na origem uma luta pelo poder entre Gaymoon – o qual exerceu um regime autocrático durante 30 anos – e o seu sucessor, que assumiu a presidência com as eleições de 2008 e a quem são creditados esforços de reformas no país, incluindo a do primeiro Governo eleito democraticamente no país.

Desde a ascensão ao poder de Nasheed, um antigo activista dos direitos humanos, as Maldivas têm estado num impasse constitucional, sobretudo porque os partidos que se opõem ao Presidente dominam agora o Parlamento.

Fonte: Publico

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