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Por dia, 95 famílias portuguesas deixam de conseguir pagar os empréstimos

No ano passado, mais de 34 mil famílias entraram em incumprimento. Escalões de crédito mais baixo e mais alto são os mais afectados.

As sucessivas dietas de austeridade, o desemprego-recorde e a recessão económica estão a fazer com que cada vez mais famílias deixem de conseguir cumprir com as suas obrigações financeiras. No ano passado, entraram em incumprimento mais 34.600 famílias – o equivalente a 95 novos casos por dia. O total de devedores particulares com crédito vencido supera o meio milhão de pessoas e nem os empréstimos à habitação escaparam à onda de incumprimentos. Um sinal de que a crise está a atingir em força os portugueses.

Segundo os dados da Central de Responsabilidade de Crédito do Banco de Portugal (BdP), ontem divulgados, a deterioração das condições económicas para as famílias e as empresas está a conduzir a um aumento do incumprimento, deixando os bancos com cada vez mais crédito malparado nos seus balanços. No caso dos particulares, isto significa 670.604 famílias com crédito vencido, ou seja, 14,6% do total de devedores.

O crédito ao consumo (para compra de automóveis ou electrodomésticos, por exemplo) é o que continua a apresentar maior nível de incumprimento, mas é nos empréstimos para compra de casa que se regista o maior aumento do número de famílias que ficam sem condições de pagar. De acordo com os dados do BdP, havia no final de 2011 quase 140 mil famílias com crédito à habitação vencido, um aumento de 9,6% face ao ano anterior. Ou seja, por dia, 34 famílias deixaram de conseguir pagar ao banco o empréstimo da casa.

No caso do crédito ao consumo, quase 30 mil famílias engrossaram a lista de incumpridores no ano passado, o que representa uma subida de 5,2% face a 2010. Regra geral, quando confrontadas com dificuldades financeiras, o crédito à habitação é o último que as famílias deixam de pagar. O facto de o número de devedores com crédito vencido ter aumentado mais aqui do que no crédito ao consumo mostra que muitas famílias estão já numa situação-limite.

As dificuldades estendem-se também aos empresários e às empresas. Os dados do BdP mostram que, no ano passado, houve mais 5822 empresários em nome individual a entrarem em incumprimento. Além disso, 24,4% das empresas devedoras apresentam crédito vencido, enquanto, no final de 2010, essa percentagem rondava os 20,3%.

Incumpre quem mais deve

Sinalizando o impacto generalizado da crise, os dados do banco central mostram ainda que tanto os devedores com créditos mais pequenos como os grandes devedores estão a entrar em incumprimento em larga escala. Pelo menos no caso dos particulares.

Nas famílias com crédito inferior a 1000 euros, o número de devedores com crédito vencido aumentou 13%. Só os empréstimos com valor acima dos 200 mil euros registaram um aumento superior do número de famílias em incumprimento (13,9%). Isto apesar de ser nos escalões de crédito mais baixos que se encontra o maior número de devedores.

Nas empresas, o escalão mais alto é, também, aquele que mais viu aumentar o incumprimento. Um quarto das empresas que pediram mais de 5000 euros ao banco apresentava crédito vencido no final de 2011, o que representa um aumento de quase 52% face a 2010. Daí até aos escalões mais baixos, o aumento da percentagem de incumprimento vai-se tornando cada vez menor.

De acordo com os dados ontem divulgados pelo BdP, os bancos nacionais detinham, no final do ano passado, 4577 milhões de euros em crédito malparado de particulares e 6928 milhões de empresas, o que corresponde, respectivamente, a 3,27% e 6,09% do total de empréstimos concedidos. Tanto num caso como no outro, o malparado tem vindo a bater recordes sucessivos, com destaque para o crédito ao consumo, onde a taxa de incumprimento ronda os 9,1%.

Outro sinal da crescente pressão sobre o sistema bancário é, também, o volume de empréstimos junto do Banco Central Europeu. Os dados do BdP mostram que, em Janeiro, os bancos nacionais foram buscar mais 475 milhões de euros ao BCE, atirando para 46.477 milhões o valor emprestado pelo banco central.

Fonte: Publico

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