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Aposta no turismo gera mais riqueza

O ministro da Hotelaria e Turismo apelou, em Luanda, na inauguração de uma unidade hoteleira no centro da cidade, ao investimento no interior para se criarem mais empregos e levar o desenvolvimento a todo o país. Pedro Mutindi lembrou que o Estado não pode, só por si, empregar todas as pessoas em idade activa e que a participação dos empresários é importante para reduzir a taxa de desemprego em Angola. “Este é um compromisso de todos, principalmente da classe empresarial, em colaboração com o departamento ministerial”, disse. O ministro pediu a participação dos operadores na procura de soluções para a indústria hoteleira angolana poder “atingir níveis de equilíbrio entre a procura e a oferta” e “uma relação perfeita entre o preço e a qualidade”. Dos grandes desafios do sector, revelou, é chegar, até 2020, aos quatro milhões de turistas por ano. O ministro disse que para isso suceder é preciso haver maior incentivo ao turismo interno e criar nos angolanos o gosto pelo consumo de produtos nacionais para elevar as bases da produção interna. “Queremos um sector do turismo à dimensão das expectativas dos angolanos, capaz de multiplicar o número de empregos, criar oportunidades de negócios e ajudar a combater a fome e pobreza”, declarou. O desafio, insistiu, é criar um turismo interno voltado para a massificação, capaz de levar os angolanos a viajarem mais pelo país e a despertar o empreendedorismo no sector. Pedro Mutindi, que elogiou o empenho dos empresários angolanos, garantiu a criação de condições para acabar com a burocracia e de mais incentivos ao investimento no interior. Das grandes apostas do Chefe de Estado, disse, é melhorar ambiente de negócios no país e foi isso que levou à realização, em Janeiro, de um encontro com empresários nacionais, durante o qual José Eduardo dos Santos manifestou a intenção do Executivo apoiar os empresários angolanos. Recentemente, na tomada de posse de novos directores dos pólos turísticos de Angola e seus adjuntos, Pedro Mutindi considerou que o plano do sector passa pela criação de um milhão de postos de trabalho directos e indirectos. Pedro Mutindi falou também da urgência desse plano. “Faltando apenas oito anos”, o ministério que dirige “pretende realizar convenientemente projectos nos centros organizativos para o futuro que se projecta atingir”. São três pólos turísticos que vão desenvolver-se nas bacias de Okavango, Calandula e Cabo Ledo, que dependem directamente de financiamentos do Executivo. As acções em curso resumem-se à elaboração o plano director de desenvolvimento turístico, projectos urbanísticos e loteamento dos espaços, no quadro do Plano Director Nacional do Turismo. Entre as funções dos três pólos, figura a execução das as obras para a melhoria das condições turísticas, levantamentos topográficos para identificar áreas abrangidas, preparar, aplicar e fiscalizar os projectos, licenciar as obras e negociar processos específicos de expropriação e desocupação de terrenos sob a alçada desses pólos.

Fonte: Jornal de Angola

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