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Rússia e China vetam projeto de resolução contra a Síria na ONU

Os 15 países do Conselho de Segurança da ONU tentaram votar neste sábado um projeto de resolução que condena a repressão na Síria, mas enfrentaram a oposição da Rússia e da China. Mais de 200 civis morreram em Homs entre sexta e sábado, vítimas de bombardeios do regime, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

A resolução, que condena a violência no país, foi levada a votação neste sábado no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, mas teve a oposição da Rússia e da China, os dois únicos países que se opuseram ao texto, apoiado por outras 13 nações que integram o Conselho. Como membros permanentes, russos e chineses têm poder de veto.

O texto, discutido nesta quinta-feira, apoia parcialmente as decisões da Liga Árabe, que prevê uma transição democrática na Síria, e denuncia as violações dos direitos humanos no país. O chanceler russo, Serguei Lavrov, já havia declarado ser contra o documento, apesar das negociações com a secretária de estado americana. Em outubro, a Rússia e a China, membros permanentes do Conselho, já haviam utilizado seu poder de veto para bloquear um outro projeto de resolução. Nesta terça-feira, o chanceler russo deve se reunir com o presidente sírio Bachar al-Assad.

Na noite desta sexta-feira, mais de 230 civis morreram em Homs durante bombardeios das forças armadas. Segundo integrantes do Conselho Nacional Sírio, este foi um dos piores massacres desde o início da revolta na Síria, que teve início em 15 de março do ano passado. O regime desmente que seja o responsável pelo ataque, e o atribui a gangues de mercenários infiltrados entre os opositores. Neste sábado, outras 12 pessoas morreram.

O presidente americano Barack Obama condenou o ataque, voltou a pedir que o Bachar al-Assad deixe o poder e disse que o governo sírio “assassinou centenas de cidadãos, entre mulheres e crianças.” Obama também pediu que esta fosse a ocasião para lutar contra a brutalidade do regime de Bachar al-Assad e mostrar que o Conselho de Segurança da ONU “é um verdadeiro defensor dos direitos universais inscritos na Declaração das Nações Unidas.”

Em um comunicado divulgado neste sábado, o chanceler francês, Alain Juppé, disse que as “autoridades sírias tinham feito um novo passo no nível de selvageria”. De acordo com ele, o massacre de Homs é um “crime contra a humanidade e seus autores deverão responder por ele.” O ministro francês fez um apelo para que o Conselho de Segurança, “saia de seu silêncio para denunciar os autores deste crime”, pedindo que a comunidade internacional “apoie e reconheça o direito do povo sírio à liberdade, à segurança, e à escolha de seu futuro político.” Para ele, “aqueles que bloquearem a resolução serão responsáveis perante a História”, em alusão à Rússia.

O Brasil, cujo mandato no Conselho de Segurança terminou em dezembro, não participou da votação. O país se absteve durante no texto analisado em outubro, mas votou a favor da resolução condenando a violência, apresentado na Assembleia Geral, em novembro.Neste sábado, o chanceler turco, Ahmet Davutoglu, disse que, caso o texto não seja aprovado, a Síria “pode entender que a violência no país ainda pode continuar.” De acordo o ministro, o Conselho de Segurança da ONU deve adotar uma posição clara a respeito do massacre de civis. A repressão no país já teria deixado mais de 6 mil mortos, segundo as organizações de Direitos Humanos presentes no país.

Fonte: RFI

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