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Beneficiários criam empresas e postos de trabalho

Graças ao Programa de Empreendedorismo na Comunidade que inclui o “Crédito Amigo”, desenvolvido pelo Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (MAPESS), atra­vés do Banco Sol, jovens do So­yo estão a criar empresas. Centenas de jovens que nunca antes tinham entrado no mercado de trabalho têm agora uma actividade profissional.
Maria Massamba Mbangue, 23 anos, formada na área da culinária, vai ser financiada para criar a sua própria empresa e pensa dar emprego a alguns colegas: “é o meu primeiro emprego, por isso, a satisfação é maior. Com este dinheiro já posso começar o meu próprio negócio”, disse à nossa reportagem.
A jovem louvou a iniciativa do Executivo e espera que acções do género sejam extensivas às restantes províncias para ajudar os jovens a concretizarem os sonhos.
Ngiangu João Tukeba, 32 anos, fez formação em técnicas de frio. No final do curso recebeu ferramentas de trabalho e teve acesso ao “Crédito Amigo” do Banco Sol. Está a preparar tudo para, em breve abrir a sua própria empresa.
Ngiangu Tukeba referiu que daqui em diante vai organizar a sua empresa e ensinar aos jovens interessados a sua profissão: “estou disposto a trabalhar para o engrandecimento e desenvolvimento do município do Soyo e da província do Zaire”, disse Ngiangu Tukeba, que saudou a iniciativa do Executivo em relançar o programa de empreendedorismo na comunidade.
Helena Sebastião é costureira de profissão há muitos anos. Estava a trabalhar no alpendre de sua casa, próxima do Centro de Formação Profissional do Soyo. A sua máquina de costura, velhinha e obsoleta, ainda funciona. Teve a sorte de ser vista pelo ministro Pitra Neto, quando, a pé, se dirigia para o centro de formação. Teve direito a uma máquina de costura nova, um ferro de engomar eléctrico, tecidos, linhas e outros instrumentos para o corte e costura.
A sua alfaiataria passou a ser a mais moderna do Soyo. Helena Sebastião diz que nunca se sentiu tão feliz: “com esta oferta do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social estou em condições de intensificar a minha actividade e ajudar outras pessoas interessadas em aprender a profissão”. Helena Sebastião reconheceu que com a sua velha máquina Oliva, a produção era mais lenta.

“Agora os clientes correm diariamente para a minha casa e encomendam-me todo o tipo de confecções. Os meus clientes já aumentaram desde que trabalho com a máquina nova”.
Para além dos trajes africanos, “também confecciono outros tipos de vestuário, como calças, blusas, saias e roupa para crianças”, explicou Helena Sebastião.

Relançamento do programa

O ministro António Pitra Neto relançou no Soyo o Programa Empreendedorismo na Comunidade, uma parceria entre o seu ministério e vários bancos comerciais.
O programa começou em Agosto de 2008, em parceria com os bancos comerciais Sol, BCI e BAI Micro-finanças e já está em 15 das 18 províncias. Beneficiou 2.937 pessoas.
O programa consiste na formação dos jovens em carpintaria, alvenaria, electricidade, culinária, corte e costura, mecânica, bate chapa e canalização. Quando concluem a formação profissional beneficiam de micro-crédito até cinco mil dólares. Este número pode aumentar, se houver uma evolução positiva do negócio nas comunidades.
Durante o acto de lançamento do programa pelo ministro Pitra Neto, 101 jovens beneficiaram de micro-crédito no valor de mil dólares e ferramentas profissionais de mecânica auto, alvenaria, electricidade, culinária, alfaiataria, corte e costura. Todos a partir de agora podem começar o seu próprio negócio.
O ministro António Pitra Neto afirmou que o “empreendedorismo na Comunidade” é um programa criado a partir das orientações do Chefe do Executivo, José Eduardo dos Santos. Tem como fim o enquadramento sócio-profissional e laboral dos jovens, mediante as suas aptidões e capacidades. Fazemos o recrutamento e selecção de jovens, recebem formação para que possam ter a noção de como gerir o seu próprio negócio”, acrescentou.
O lançamento do projecto no município do Soyo visa também criar a cultura bancária no seio dos empreendedores. Este projecto, disse o ministro, passa pela formação das pessoas, tendo em conta as suas aptidões. “Nós fazemos a formação de acordo com o talento e inclinação para o negócio de cada formando. E de seguida damos-lhe a possibilidade, em colaboração com os bancos que aderiram ao projecto, de recorrerem a um crédito até mil dólares, numa primeira fase, em função da actividade que vão desenvolver ou profissão. Na segunda fase, em face do desempenho que demonstrarem, podem ter até cinco mil dólares”, acrescentou o ministro.

Profissionais com direitos

António Pitra Neto sublinhou que os jovens ao beneficiarem de micro-crédito e instrumentos de trabalho têm a responsabilidade de utilizarem o dinheiro no desenvolvimento da actividade empresarial, mediante a sua área de formação: “vamos ter equipas de acompanhamento e fiscalização em relação à forma de utilização desses recursos, face à actividade que se comprometeram fazer junto da comunidade”, acrescentou.
O ministro Pitra Neto lembrou que o projecto Angola LNG, no município do Soyo, surge como alternativa para os jovens formados no centro poderem desenvolver as suas actividades profissionais. A gestão do micro-crédito, disse, é da responsabilidade de todos: beneficiários, autoridades e comunidade.
O ministro Pitra Neto afirmou que “nós não queremos que as pessoas, ao envolverem-se nesse projecto, engrossem o sector informal da economia. Por isso é que, no quadro das acções do Programa Empreendorismo na Comunidade, vamos oferecer, pela primeira vez, a possibilidade de crédito, para que os novos profissionais possam obter o seu Bilhete de Identidade, a inscrição fiscal e estarem inscritos no sistema de Segurança Social. A isto, chamamos a vertente legal do Programa Empreendorismo na   Comunidade”.
Pitra Neto disse que há um desafio muito grande “por parte do Ministério da Administração Pública Emprego e Segurança Social (MAPESS), da Justiça e das Finanças para que adoptemos medidas simples, ágeis, próximas das pessoas e das comunidades para este objectivo de formalização de actividades de micro e pequenos negócios possa também ser feita”, disse o ministro Pitra Neto.

Administrador agradece

Manuel António, administrador municipal do Soyo, agradeceu o gesto do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social e do Banco Sol, uma vez que o Programa Empreendedorismo na Comunidade vai permitir a inserção de muitos jovens no mercado de trabalho e impulsionar o desenvolvimento da região, que regista actualmente uma acentuada escassez de serviços.
O administrador municipal do Soyo considerou o projecto como uma mais-valia para a região, uma vez que vai ajudar a resolver o problema do desemprego no seio da juventude local e criar oferta de serviços essenciais.
“Acho que este crédito, se for devidamente aproveitado e tendo em conta alguns projectos apresentados pelos jovens, vai ajudar no combate à pobreza, fundamentalmente no seio da juventude”, acrescentou Manuel António.
O administrador do Soyo pediu aos beneficiários para trabalharem com responsabilidade, cuidarem bem das ferramentas entregues e gerirem bem os seus negócios, para sustentarem as famílias.
O administrador municipal do Soyo, Manuel António, referiu que as parcerias públicas ou privadas são bem-vindas porque o Executivo sozinho não consegue resolver todos os problemas que afligem a população angolana.

Fonte: Jornal de Angola

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