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Novo projeto de resolução da ONU sobre Síria faz concessões à Rússia

O Conselho de Segurança da ONU já tem um novo projeto de resolução sobre a Síria que faz várias concessões à Rússia, que ameaçava usar o seu poder de veto ao texto apresentado pela Liga Árabe. As menções sobre a partida do presidente Bachar al-Assad do poder foram retiradas.

Depois que Moscou rejeitou o plano de saída da crise síria, apresentado pela Liga Árabe em 22 de janeiro ao Conselho de Segurança da ONU, os embaixadores dos 15 países do Conselho  tiveram intensas negociações e retrabalharam o texto para tentar desbloquear a situação.

Novo texto protege Assad

O novo projeto de resolução apoia a proposta da Liga Arabe para uma transição política democrática, porém, exclui os detalhes dessa transição, especialmente a transferência dos poderes do presidente Bachar al-Assad a seu vice.

O texto também abandonou a referência às sanções econômicas decididas pela Liga Árabe contra Damasco, em novembro de 2011, e cancelou um parágrafo em que o Conselho afirma se preocupar com as vendas de armas à Síria, negócio que a Rússia , seu grande fornecedor, pretende prosseguir.

A violência sob todas as formas também é condenada, a exemplo dos projetos anteriores.

Em compasso de espera

Para os diplomatas,  o essencial agora é que o Conselho de Segurança apoie o plano da Liga e que também firme uma cláusula prevendo um ponto da situação nas três semanas seguintes à adoção da resolução.

Inflexível até agora, e com poder de veto, Moscou ainda não reagiu ao novo projeto de resolução, que foi transmitido aos países do Conselho para ser examinado.

Uma reunião do Conselho de segurança nacional russo está programada para esta sexta-feira. A Síria também estará na pauta da 48a. Conferência sobre a segurança de Munique, na Alemanha, neste fim de semana.

Os mais otimistas pensam que a nova resolução não deve ser votada antes de uma ou duas semanas.

Estima-se que o número de mortos desde o começo das manifestações contra o regime do presidente Bachar al-Assad, em março passado, esteja na casa dos 6.000 mortos, entre os quais, 384 crianças, além de 15.000 prisoneiros e 15.000 refugiados.

Fonte: RFI

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