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Vulcão nasce e cresce em ilha espanhola, afetando vida local

Pela primeira vez, cientistas podem acompanhar o surgimento e crescimento de um vulcão submarino na Ilha de El Hierro, no Arquipélago das Canárias, no Oceano Atlântico. Se o fenômeno é uma oportunidade rara para os vulcanólogos, para os habitantes da pequena ilha, que vivem da pesca e do turismo, é uma catástrofe.

Foi em julho de 2011 que o Instituto Geográfico Nacional da Espanha registrou um aumento relevante da atividade sísmica em torno da ilha de El Hierro. No começo, os tremores de terra não foram percebidas pelos habitantes locais. Nos meses seguintes foram progredindo, atingindo 3,6 na escala Richter. Em outubro, ocorreu a primeira erupção submarina a 2,4 km da costa e 300 metros de profundidade, em frente ao vilarejo de pescadores La Restinga, a oeste da ilha.

Desolação

Se o fato é uma das raras ocasiões para a ciência acompanhar o nascimento e crescimento de um vulcão, as repercussões para a população local são dramáticas.

Retirados em 11 de outubro, os 800 habitantes da ilha hoje vivem sem nenhuma perspectiva econômica. E quando a erupção acabar, serão necessários vários meses para a fauna ressurgir e as atividades de mergulho – as favoritas dos turistas – poderem ser retomadas. O fundo do mar em torno de La Restinga é famoso por sua perfeita visibilidade e atrai milhares de mergulhadores durante o verão, encantados com a fauna e a flora submarinas.

As autoridades já constataram o desaparecimento de peixes em um raio de 2,4 km ao redor da erupção, devido às emanações de enxofre e dióxido de carbono. Os pescadores não podem trabalhar, vivendo de subvenções públicas.Os turistas sumiram, preferindo outros paraísos sem risco. Consequência evidente, as pousadas fecharam as portas e os restaurantes estão vazios.

Perto da superfície

Em cem dias, a cratera já derramou cerca de 145 milhões de metros cúbicos de matéria vulcânica sob as águas e seu tamanho aumentou tanto que o cone de erupção se encontra a somente 130 metros da superfície. Os cientistas não descartam a possibilidade do vulcão emergir e formar uma nova ilhota. Eles também explicam que a erupção trará excelentes nutrientes para o meio ambiente e que a vida submarina deve se normalizar rapidamente quando a erupção terminar. O grande problema é que ninguém pode responder se a erupção vai terminar logo ou ainda durar alguns anos. E, enquanto isso, como fica a situação dos habitantes da ilha?

Fonte: RFI

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