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Irão já tem capacidade para fabricar quatro bombas atômicas, diz Israel

O Irão já teria capacidade para fabricar quatro bombas atômicas, segundo o chefe do serviço secreto israelense, Aviv Kochavi. De acordo com ele, o país já teria acumulado cerca de 100 quilos de urânio enriquecido a 20%, e dentro de um ano, os iranianos já seriam capazes de desenvolver a arma nuclear.

Segundo declarações do responsável militar, durante a Conferência Anual sobre Segurança, em Herzliya, o Irã mantém seus esforços para desenvolver a arma atômica, o que poderia ocorrer dentro de um ano. Assim como a comunidade ocidental, Israel acusa o Irão, seu principal inimigo estratégico, de utilizar um programa nuclear civil como fachada para produzir a bomba, o que levou o Conselho de Segurança da ONU a adotar diversas sanções contra o regime. As mais recentes, adotadas pela União Europeia, estabelecem um embargo nas exportações petrolíferas do Irão, a partir de julho.

Durante um encontro com o ministro alemão das relações exteriores, Guido Westerwelle, o ministro da Defesa, Ehud Barak, se disse satisfeito com a adoção das medidas, mas não quis comentar uma possível reação militar de Israel. Diversos países, entre eles a França, querem agir para evitar um ataque, que seria catastrófico para o equilíbrio geopolítico mundial.

De acordo com o ministro israelense das relações estratégicas, Moshé Yaalon, as instalações iranianas, mesmo sendo subterrâneas,são vulneráveis a eventuais ataques, em alusão a uma futura operação militar em Israel. Ainda segundo ele, a base militar perto de Teerão, que foi praticamente destruída por uma explosão em novembro, foi transformada em um centro de pesquisas e desenvolvimento de um míssil de 10 mil quilômetros de alcance, que poderia ser utilizado contra os Estados Unidos e Israel.

Israel, apesar de nunca ter confirmado a informação, também detém um importante arsenal nuclear, estimado entre 100 e 300 ogivas, segundo especialistas internacionais, mas o governo nunca confirmou ou desmentiu essa informação. Ainda de acordo com o general israelense, Israel está na mira de pelo menos 200 mil foguetes e mísseis, de médio e longo alcance.  “A partir do Líbano, da Síria e do Irão, eles podem atingir nossas cidades”, declarou.

Nos dias 21 e 22 de fevereiro, os inspetores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), que acabam de voltar do Irão, realizam uma nova missão em Teerão para verificar as intenções bélicas do programa nuclear iraniano. O relatório da agência, divulgado no ano passado, mostra que o país já conhece todas as etapas de fabricação de bomba atômica, mas depois de oito anos de investigação, os técnicos da agência nunca puderam visitar as instalações nucleares, e não podem dizer ao certo quais as reais intenções do regime iraniano.

Para os Estados Unidos, os dirigentes iranianos ainda estão divididos sobre a decisão de fabricar ou não a arma  nuclear. Em uma intervenção no Senado nesta quinta-feira, o diretor do serviço de informação americano, James Clapper, disse que comunidade internacional ainda pode influenciar as decisões do regime. Para o ex-general David Petraeus, diretor da CIA, o objetivo principal dos dirigentes iranianos é a sobrevivência do regime.

Fonte: RFI

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