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Bengo: Ambriz abre as portas ao turismo

As enormes potencialidades de Ambriz, no Bengo, proporcionadas pela natureza, fazem desta vila um local privilegiado para se abrir ao mundo através do turismo.
A administração municipal, liderada por Januário Bernardo, prometeu empreender esforços no sentido de tornar este belo recanto o mais atractivo possível.   O administrador quer que os turistas habituados a frequentarem as Praias dos Quilómetros, da Ilha e de Cabo Ledo, em Luanda, possam também fazê-lo em Ambriz, que tem um litoral muito grande e praias fantásticas, propícias à prática do turismo.”
Além das praias do Ambriz e da Kifuca, referidas a título de exemplo, Januário Bernardo apontou outros pontos de grande interesse existentes no município, como a Coutada do Ambriz, as quedas do Loge Grande, que possui grande interesse histórico e tradicional, e a comuna da Bela Vista, cuja paisagem é capaz de comover qualquer pessoa. Um dos empecilhos à concretização dos ideais projectados pela administração municipal no sentido do desenvolvimento do turismo é o mau estado das vias de acesso àquela localidade, cuja degradação é de tal gravidade que poucas pessoas se arriscam a utilizá-las.
“A partir da altura em que se melhorarem os acessos para o litoral, ficam criados os pressupostos para que tenhamos turistas, tenhamos banhistas aqui em Ambriz”, disse.

Marginal é uma realidade

O administrador explicou que, apesar das contingências, já começou a ser feito algum trabalho no sentido de melhorar as vias de acesso. O troço Caxito-Soyo começou a ser intervencionado por uma empresa chinesa a partir da zona dos Libongos, prevendo-se, ainda este ano, o arranque das obras da marginal do Ambriz, que começa na Barra do Dande e termina em Ambriz. “Será um grande valor acrescentado. Não só vai valorizar o município, como também criar condições para a exploração turística do litoral do Ambriz.”
A reabilitação da estrada nacional é da responsabilidade da “estrutura central, mas pensamos que provavelmente este ano vamos ter resultados visíveis”. A intervenção na estrada Bela Vista-Nambuangongo está a ser feita pela empresa Zagop, no troço Bela Vista-Ambriz (90 quilómetros), pela Tervia, e no desvio do Ambriz (22 quilómetros desde a estrada nacional nº 100 até à sede do Ambriz), pela Condoril.

Abertura
a investimentos

Januário Bernardo convidou as pessoas interessadas em investir em Ambriz nos domínios do turismo, comércio, agricultura e outras áreas de grande interesse, a fazê-lo a bem do município, pois “há espaços para o efeito”.  Com um total de 17 mil habitantes espalhados por uma superfície de 4.203,5 quilómetros quadrados, o município situa-se no norte da província do Bengo e está dividido por três comunas: Bela Vista, Tabi e Ambriz. A população dedica-se essencialmente à pesca e á agricultura e a língua falada é o kikongo.

Saúde e educação

A água potável canalizada chega a todas as habitações e a energia eléctrica, embora seja disponibilizada através de um gerador central, é distribuída de forma regular.
No domínio da saúde, a população é servida por um hospital municipal situado na sede, dois centros médicos, um na comuna da Bela Vista e outro na do Tabi, e oito postos de saúde. Todos eles estão completamente apetrechados.
No âmbito do programa integrado de desenvolvimento rural e combate à pobreza e cuidados primários, o centro de saúde da Bela Vista foi totalmente reestruturado e contemplado com uma nova ambulância, que faz a ligação com o hospital municipal, situado na sede do Ambriz, a 90 quilómetros daquela localidade.  O centro passou a contar igualmente com um novo laboratório de análises clínicas.
“Também foram adquiridas arcas para a conservação dos medicamentos, equipamentos de laboratório, uma ambulância para o hospital central, viaturas, residências para o pessoal médico e motorizadas para todos os postos de saúde, para facilitar a comunicação e a correspondência com o hospital,” disse Januário Bernardo.
O município do Ambriz dispõe de uma escola do segundo ciclo e duas do primeiro, na comuna do Tabi e da Bela Vista, 20 escolas primárias e um núcleo do ensino médio que já formou 200 técnicos.
Para Januário Bernardo, “o município já reclama por ensino superior. Infelizmente, ainda não podemos ver esse desejo realizado porque a estrada ainda é um grande problema. Isso implica a criação de infra estruturas e também recursos humanos para corresponder a essa exigência da comunidade estudantil, que quer ver este problema resolvido aqui”.
No quadro da execução do referido programa, a área de educação foi reforçada com mais salas para acolher o maior número de crianças e erguido um parque de lazer com todos os apetrechos necessários para ocupar o tempo livre dos petizes.
Todos esses empreendimentos foram inaugurados na primeira semana de Janeiro pelo governador da província do Bengo, João Bernardo de Miranda.
O sector agrícola foi contemplado com um tractor com atrelado, charrua, grade de disco e abridor de rega, e uma viatura para apoiar os camponeses. “Eles tinham os seus produtos retidos no campo. Não podiam comercializar. Tinham de ir buscar os comerciantes a Luanda para poderem fazer o comércio e saia-lhes muito caro. Com a viatura, vamos retirar os produtos dos locais onde são produzidos para os centros de comercialização. Dessa forma, damos-lhes algum alívio”, disse o administrador.
Grandes avanços foram dados também no domínio da organização interna da administração. “Criámos condições para que as repartições funcionem em condições”, concluíu.

Fonte: Jornal de Angola
Fotografia: Jornal de Angola

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