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Operação “Ano novo sem lixo” está em marcha no Sambizanga

A empresa de limpeza e saneamento básico Rangol lançou a operação “Ano novo sem lixo” no município do Sambizanga, disse ao Jornal de Angola o director de operações da empresa, José Montez.
Para a operação foram mobilizados 520 trabalhadores, camiões e tractores para que o trabalho seja realizado em três turnos. O director para a área de operações lamentou que, em alguns municípios, a população não deposite os resíduos sólidos nos contentores e muitas pessoas insistem em colocar o lixo fora do horário estabelecido e em locais já intervencionados pelas brigadas de limpeza.
Referiu que, além da fraca colaboração dos munícipes no acondicionamento do lixo, o problema tem a ver, também, com o difícil acesso dos carros de recolha ao interior dos bairros.
“Nos principais bairros do município do Sambizanga as ruas são estreitas, o que impossibilita a movimentação das máquinas e camiões”, afirmou João Montez, sublinhando que os principais estrangulamentos na recolha de lixo estão na Rua do Quicombo, no bairro de São Paulo, e nos arruamentos interiores do bairro Sambizanga.
O gestor da operadora Rangol esclareceu que, actualmente, a limpeza é feita com equipamento mecanizado e, quando há dificuldades de circulação dos carros do lixo nas vias do município, aumenta a dificuldade de limpeza.
De acordo com José Montez, decorre a operação de desassoreamento na vala de drenagem do município do Sambizanga e, nos próximos dias, acção idêntica vai ser realizada na Vala Soroco.

Equipamento garantido

João Montez garantiu que existem equipamentos para a limpeza durante a quadra festiva: “foram feitos esforços para que nada falhe e tudo indica que vamos estar à altura de responder ao aumento de produção de resíduos sólidos em Luanda”, disse.
João Montez pediu à população para colaborar com as operadoras de limpeza e apelou para ninguém depositar o lixo nas valas de drenagem e ao longo do caminho-de-ferro. Indicou que as áreas de São Paulo, Gajajeiras e Senado da Câmara são as que geram maior quantidade de lixo devido à existência de mercados informais.
João Montez informou que as pessoas que realizam actividade diária nestes mercados paralelos não se importam com a limpeza dos locais de venda: “a sua actividade gera muitos resíduos. Se circularmos na zona de São Paulo, principalmente no Arreou, Arreou, verificamos a existência de muito lixo”, disse o responsável da Rangol.
O Governo Provincial de Luanda reuniu com os responsáveis das operadoras de limpeza e saneamento básico que foram instruídas para imprimirem uma nova dinâmica no sistema de recolha de lixo domiciliar na capital do país.
As operadoras de limpeza que operam nos diversos municípios da cidade de Luanda vão passar a ser fiscalizadas através do Sistema de Posicionamento Global (GPS) e a recolha dos resíduos sólidos na cidade vai contar com o envolvimento das Administrações Municipais.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Jornal de Angola

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