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Estreito de Ormuz aumenta a tensão

O general da Guarda Revolucionária iraniana, Hossein Salami, rejeitou as advertências dos Estados Unidos da América (EUA) no caso do governo de Teerão encerrar o Estreito de Ormuz, informou ontem a agência estatal Fars, citada pela Efe.
“Não duvidamos de que seremos capazes de aplicar estratégias defensivas para proteger os nossos interesses vitais”, advertiu o militar.
Na véspera, os EUA advertiram o Irão contra uma tentativa de interferir na navegação do Estreito de Ormuz.
“O bloqueio do trânsito de navios não vai ser tolerado”, afirmou o secretário da assessoria do Pentágono, George Little, que acrescentou não ter registado qualquer indícios de hostilidades por parte do Irão na zona. O Irão declarou que acha desnecessário fechar o Estreito de Ormuz, embora considere muito fácil bloquear esta via pela qual circula 40 por cento do tráfego marítimo do petróleo mundial, segundo afirmou o comandante da marinha iraniana, o almirante Habibolah Sayyari, na quarta-feira.
Os Estados Unidos e alguns países europeus querem adoptar sanções contra as exportações de petróleo do Irão devido ao programa nuclear do país, que essas potências afirmam ter fins militares, apesar de Teerão negar. “Fechar o estreito é muito fácil para as forças armadas iranianas. É como beber um copo de água, como se diz em persa”, declarou o comandante da marinha.
“Actualmente não precisamos fechar o estreito porque controlamos o mar de Omã e podemos controlar o tráfego marítimo e petrolífero”, declarou.
O Irão realiza desde sábado manobras navais de 10 dias a leste do estreito de Ormuz, que liga o mar de Omã ao Golfo de Adén.

Segundo autoridades militares iranianas, um dos seus aviões identificou um porta-aviões norte-americano na região de manobras navais organizada pela Marinha do Irão. “Um avião de vigilância iraniano identificou um porta-aviões americano na zona de manobras em que estão mobilizados navios iranianos, fez fotos e filmou”, declarou o almirante Mahmud Musavi. “Isto demonstra que a Marinha iraniana observa e vigia todos os movimentos das forças (…) na região”, acrescentou.
A 5ª Frota norte-americana tem como base o Bahrein, o que permite a Washington ter uma importante presença naval no Golfo Pérsico e em Omã.



Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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