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Bissau: Ministro da Defesa afasta hipótese de força militar estrangeira

O ministro da Defesa guineense, Baciro Djá, afastou hoje qualquer hipótese da vinda de uma força militar estrangeira para ajudar a estabilizar a Guiné-Bissau e reafirmou a confiança das autoridades civis nas Forças Armadas do país.

Está fora de questão a vinda de qualquer força estrangeira para a Guiné-Bissau, porque as nossas Forças Armadas já demonstraram por várias vezes que têm capacidade de contornar a situação”, disse Baciro Djá, no final de uma reunião com o presidente da Comissão da União Africana.

Jean Ping visitou Bissau hoje durante algumas horas, tendo-se encontrado com alguns elementos das autoridades guineenses, entre os quais o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e o ministro da Defesa, Baciro Djá.

Para esta reunião foi convocada, à última da hora, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general António Indjai, para prestar mais esclarecimentos sobre os acontecimentos militares de segunda-feira, de que resultaram as prisões de oficiais entre os quais o chefe do Estado-Maior da Armada, Bubo Na Tchuto.

 

Em relação às conclusões da reunião, o ministro da Defesa guineense assinalou que Jean Ping quis saber o que se passou e de que forma a União Africana pode trabalhar com as autoridades para “uma rápida normalização” da Guiné-Bissau, tendo sido solicitado apoios para o processo de reforma do setor da Defesa e Segurança.

 

“Jean Ping veio inteirar-se da situação das nossas Forças Armadas e apoiar o processo de reforma do setor da Defesa e Segurança, principal fator que precipitou os conflitos que presenciámos há três dias atrás na Guiné-Bissau”, disse Baciro Djá.

 

“A União Africana está disponível para apoiar o processo de reforma, por considerar como nós consideramos que é um elemento importante para estabilização do país”, acrescentou o governante guineense.

 

“O presidente da Comissão da União Africana prometeu envolver-se pessoalmente para apoiar as nossas Forças Armadas, nomeadamente em uniformes, materiais da primeira necessidade e meios operacionais para as missões das Forças Armadas”, sublinhou ainda Baciro Djá.

 

Além do encontro com elementos do Governo, Jean Ping avistou-se com o corpo diplomático acredito em Bissau, com os representantes da sociedade civil e com o presidente do Parlamento guineense, Raimundo Pereira, que é, interinamente chefe de Estado, devido à ausência no país do Presidente Malam Bacai Sanhá, em convalescença medica em França.

 

Angola, que detém a presidência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), tem estado a apoiar a Guiné-Bissau, em termos financeiros e de formação, tendo para o efeito uma missão militar, MISSANG, desde março no país, a auxiliar a reforma dos setores de defesa e segurança.

 

Fonte: RTP

 

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