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Execução Orçamental atinge receitas avaliadas em mais de Akz 2,6 triliões

Os balanços trimestrais da Execução Orçamental do Ministério das Finanças, em 2011, revelam um desempenho superavitário das contas correntes.

Até ao terceiro trimestre do ano em balanço as receitas atingiram Akz 2.632.655 milhões, contra uma despesa de 2.124.258 milhões, resultando num superavit de 508.396,4 milhões, disse hoje (quarta-feira), o ministro Carlos Alberto Lopes.
O governante, que falava na cerimónia de cumprimentos de fim de ano aos funcionários da instituição, disse que o actual quadro deu origem ao crescimento de reservas financeiras do tesouro depositadas no Banco Nacional de Angola (BNA).

Precisou que, em moeda nacional (kwanza), as reservas financeiras cresceram na ordem de 84 porcento, e em moeda estrangeira aumentaram 71%.

Carlos Alberto Lopes disse ainda que o aumento das reservas financeiras do Tesouro no Banco Central garantiu suporte à política monetária e à política cambial, uma vez que o crédito líquido do Tesouro ao BNA cresceu 121 porcento, alcançando 1.159.659,3 milhões em 30 de Novembro de 2011, enquanto as reservas internacionais líquidas cresceram 34 porcento atingindo USD 23.231 milhões em igual período.

Relativamente ao sistema financeiro, Banco Central e bancos comerciais, o ministro disse que o crédito líquido concedido pelo Tesouro evoluiu de uma posição devedora do Tesouro de 1.112 milhões de dólares norte-americanos, em Dezembro de 2010, para uma posição credora de USD 4.056 milhões em Setembro de 2011.

Deu a conhecer, também, que o efeito contraccionista da política fiscal contribuiu, decisivamente, para o alcance de resultados significativos nos vários domínios da política macroeconómica.

 
Segundo o titular das Finanças, a Taxa de Inflação homóloga caiu dos 15,31 porcento, em Dezembro de 2010, para 11,44%, em Outubro, fazendo antever o cumprimento da meta de 12 porcento prevista para 2011.

Prosseguindo, disse que os indicadores apontam ainda que a Taxa de Câmbio depreciou-se apenas 2,4% em termos nominais, equivalendo a uma apreciação em termos reais da ordem dos 7%.

O crédito ao sector privado aumentou 23 porcento contra apenas 10% de aumento no crédito ao Governo, e o desempenho dom PIB em 2011 continua a ser positivo, estimando-se um crescimento de 3,4% com realce ao desempenho do sector não-petrolífero que deverá crescer 9 porcento, enfatizou o ministro.

No seu discurso de fim de ano, Carlos Alberto Lopes referiu que o desempenho da política fiscal contribuiu significativamente para a dinamização da Unidade de Gestão da dívida Púbica, criada em 2010, tendo proporcionado uma significativa redução da despesa de juros com os Títulos do Tesouro.

Mencionou, também, a dinamização dos trabalhos do programa executivo para a reforma Tributária (Pert), o avanço no domínio da regulação do Mercado de Capitais, através da criação da Comissão de Reestruturação e Gestão da Comissão de Mercado de Capitais (CRG-CMC).

 

Fonte: Angop

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