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Milhares de pessoas receberam assistência

O Executivo deu assistência, ao longo deste ano, a mais de 600 mil pessoas vulneráveis, através de diversos programas, e reintegrou 7.879 ex-militares em actividades sociais e económicas, revelou ontem, em Luanda, o ministro da Reinserção Social.
João Baptista Kussumua disse que, entre os assistidos, há 240 mil pessoas afectadas por calamidades naturais, 21.600 com deficiência e 23 mil infectados pelo VIH, na província do Cunene.
Ao discursar na cerimónia de cumprimentos de fim de ano aos seus colaboradores, o ministro afirmou que o objectivo estratégico do Executivo é combater a pobreza e aumentar a qualidade de vida dos cidadãos, principalmente os que se encontram em risco de exclusão social.
Relativamente aos idosos, frisou que foram melhoradas as condições de habitabilidade dos lares das províncias de Benguela e Huambo que atendem 400 pessoas. Foi também inaugurado um centro, na província do Namibe, para ocupação dos tempos livres dos idosos que se encontram em ambiente familiar.
Sobre a operação de repatriamento voluntário e organizado, adiantou que já regressaram ao país mais de quatro mil pessoas, de um total de 50 mil que manifestaram desejo de regressar a Angola até Julho do próximo ano, período previsto para ser dada por concluída a operação e para a cessação do estatuto de refugiados aos cidadãos angolanos.
Em 2011, a brigada de desminagem limpou 14 mil metros de estrada e 16 mil metros de linha de transporte de energia eléctrica de alta tensão, além de 33 mil metros de área útil (agricultura, reservas fundiárias e outras de impacto social e económico).
O ministro da Reinserção Social revelou que foram desactivadas e destruídas 3.250 minas, perto de 70 mil engenhos explosivos não detonados e 300 toneladas de material letal, além da recolha de duas toneladas de metais diversos, permitindo a limpeza de 50 mil metros quadrados.

João Baptista Kussumua informou que, desde o início da operação de desminagem até à presente data, o acumulado saldou-se em mais de 450 mil minas, entre anti-tanque e pessoal, e uma área global limpa e segura de 4.350 quilómetros. “Com a aplicação do actual plano estratégico de desminagem, raramente se regista um accionamento de minas por mês, comparativamente ao período de 2006, em que os relatos eram de um a dois casos por dia no território nacional”, explicou.
Apesar da diminuição de acidentes, o ministro pediu prudência e aconselha os encarregados de educação a vigiarem as crianças, para não pegarem em objectos estranhos. Aos camionistas apela à sua consciência, no sentido de não removerem os objectos que alertam para o perigo de minas.

Fonte: Jornal de Angola
Fotografia: Santos Pedro

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