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Cheques passam a ser tele-compensados

Angola volta a inovar na área dos sistemas de pagamento. A tele-compensação de cheques (troca interbancária electrónica de cheques), representa mais um passo importante em direcção à modernização do sistema de pagamento, claramente um dos mais evoluídos no continente africano.
A ser concretizado, fica efectivada a desmaterialização dos cheques, o que traduz a necessidade de inovar e modernizar o sistema de pagamentos de Angola.
“O sistema actual de compensação de cheques é caduco e já não é usado em qualquer parte do mundo. A tele-compensação de cheques passa a ser feita a partir dos balcões dos bancos”, disse o presidente do Conselho de Administração da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), Pedro Mpuna, ao Jornal de Angola.
O ano de 2011 foi positivo para a banca nacional, mas o próximo ano reserva mais inovações para o sector, com a introdução deste sistema. Além deste, a banca vai assistir à instalação da câmara de compensação, um mecanismo de processamento central através do qual os participantes acordam em trocar instrumentos ou instruções de pagamento ou outras obrigações financeiras. No rol de inovações, a banca deve assistir também, no próximo ano a mais um toque de modernização a nível das transferências bancárias, onde, por via de um cartão multicaixa e de um telemóvel (tele-recargas e tele-compensação), será possível fazer transacções de uma conta para outra. Pedro Mpuna lembrou que no sistema actual, que considerou ultrapassado, os clientes dos bancos efectuam os depósitos dos seus cheques em determinado banco, que no dia seguinte, logo pela manhã, é obrigado a transportá-los em maletas para o BNA e fazer a compensação e a troca de cheques.
“Isto, deixa de acontecer com o sistema de tele-compensação de cheques a partir do balcão de cada banco. É um projecto bastante complexo e com custos elevados, no qual estamos todos envolvidos”, disse o responsável.
Geralmente, a compensação, que se efectua por via electrónica (tele-compensação), abrange não apenas os cheques, mas também os efeitos (letras, recibos, etc.), as transferências electrónicas interbancárias e os débitos directos no Multibanco. Há já algumas semanas que o limite diário de levantamento de valores nos ATM se elevou de 36 mil kwanzas para 40 mil kwanzas, numa iniciativa do Banco Nacional   com os bancos comerciais que integram o sistema multicaixa.
“Nós, enquanto empresa gestora, conduzimos o processo para fazermos as adaptações necessárias a nível da rede. Chegou-se à conclusão que os 36 mil kwanzas, como limite diário de levantamento, já não satisfazia as necessidades da população. Daí a elevação para 40 mil kwanzas e máximo de operação por transacção de 20 mil kwanzas”, explicou Pedro Mpuna.

Face a esta elevação, o presidente do Conselho de Administração da EMIS disse ser necessário que os bancos comerciais reabasteçam permanentemente os multicaixas, devendo instalar piquetes, sempre que necessário.“O sistema dispõe de um mecanismo automático que em tempo real emite informações para os respectivos bancos, dando sinal de que o mecanismo está com falta de dinheiro, o que facilita muito os próprios bancos”, referiu.
Até há pouco tempo, lembrou, notava-se a falta de notas nos ATM’, sobretudo aos fins-de-semana. Esta situação tende a mudar, pois a EMIS, em concertação com os bancos, está a trabalhar para que as suas tesourarias e piquetes funcionem para que não venham a acontecer falhas.  “Vamos trabalhar para que não voltem a existir falhas, mas isso depende dos bancos”, disse.
O presidente da Associação Angolana de Bancos (ABANC), Amílcar Silva disse que a banca cresceu bastante, em 2011, um sinal que evidencia também o grande crescimento que a economia tem vindo a registar nos últimos anos.
“O crédito cresceu em proporções consideráveis e os bancos abriram mais agências em todo o país”, disse. A nível da formação, referiu, os bancos investiram muito e a questão dos equipamentos não ficou de parte em 2011, um ano que projecta crescimento.
Relativamente ao pagamento dos salários da função pública nos bancos comerciais, Amílcar Silva disse que o processo continua a correr a bom ritmo, sendo que até agora a Associção  Angolana  de Bancos não recebeu quaisquer queixas sobre isso.
“Depois de algumas dificuldades iniciais, que são normais num processo destes, hoje os sinais são bons. Não recebi quaisquer queixas de que as coisas não estejam a correr conforme o perspectivado”, assegurou Amílcar Silva.



Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Jornal de Angola

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