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Natal foi celebrado com tranquilidade

As ruas de Luanda registaram, ontem, dia de Natal, um movimento abaixo do normal, sem a azáfama dos dias úteis.
A presença dos taxistas e das zungueiras, que ajuda a povoar as artérias da cidade, era mínima e o comércio, mesmo o informal, que, normalmente não se sujeita a nenhuma lei a não ser a do lucro fácil, quase nulo. Os engarrafamentos deram lugar a um trânsito fluido.
Pares de agentes da Polícia Nacional colocados de esquina em esquina confirmavam a garantia de segurança oferecida à população de Luanda dada pelo segundo comandante-geral para Ordem Pública, Paulo de Almeida, que calculou em dez mil o número de efectivos mobilizados para prevenir e reprimir condutas contrárias à lei ou à moral pública.
A comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional, comissária chefe Elisabeth Frank, que comanda pessoalmente a operação,  afirmou, ao Jornal de Angola, que a corporação está disposta a usar a “tolerância zero” em relação aos que fizerem perigar a tranquilidade pública.
As forças mobilizadas para a manutenção da ordem durante a quadra festiva, disse, são coordenadas a partir do comando provincial, onde funcionam representantes de todos os órgãos policiais intervenientes na operação.
A comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional referiu que o aumento do número de efectivos nas ruas tem em vista  maior proximidade entre a Polícia e os cidadãos e garantir-lhes maior tranquilidade durante as festas.
O porta-voz da corporação na província de Luanda, Nestor Goubel, disse, ontem,  ao Jornal de Angola, que, nas últimas 24 horas, a Polícia Nacional registou 12 crimes, entre os quais o rapto de uma criança, no bairro  Golfe, e quatro de ofensas corporais.

O terminal 113 colocado à disposição da população na província de  Luanda acusou 214 chamadas de interesse policial  e as autoridades de trânsito 17 acidentes de viação que causaram cinco mortes, 19 feridos e danos materiais avaliados em mais de cinco milhões de kwanzas. No dia anterior, segundo o porta-voz Nestor Goubel,  registaram-se em Luanda 20 crimes e 11 acidentes de viação, que resultaram em três mortes e 19 feridos.
A maioria das pessoas ouvidas pelo Jornal de Angola manifestou, cada um à sua maneira, a opinião que o aumento da oferta de produtos alimentares e de bebidas e a regularidade com que, actualmente, aparecem no mercado, durante o ano, estão na base da diminuição da agitação de pessoas na quadra festiva em Luanda.
O proprietário de um estabelecimento comercial do Golfe referiu que “a corrida desenfreada ao álcool por altura da quadra festiva que, há uns anos, era apanágio da juventude luandense, é cada vez menos acentuada”.
Manuel Freitas lembrou que houve “tempos em que comprar um litro de vinho ou uma grade de cerveja num supermercado era acto ‘heróico’ e as pessoas que conseguiam o feito bebiam até à exaustão”. António Sebastião considerou que a tranquilidade com que, nos últimos anos, se celebra o Natal em Luanda, é reflexo do desarmamento da população civil. Há alguns anos, recordou António Sebastião, a quadra festiva na capital era manchada com disparos que, não raras vezes, resultavam em mortes e enlutavam famílias.
O Natal, a segunda festa mais importante no calendário litúrgico, depois da Páscoa, é considerado por pessoas de diferentes crenças religiosas como o dia consagrado à família, à paz, à fraternidade e à solidariedade.
Os pontos altos da sua celebração social são a ceia no dia 24 e o almoço no dia seguinte, momentos em que toda a família se reúne à mesma mesa. O Natal, embora seja um feriado cristão, é amplamente comemorado por muitos não cristãos e alguns dos costumes populares e temas comemorativos têm origens seculares.

André dos Anjos

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Santos Pedro

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