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Protestos agravam a crise no Egipto

Nova escalada de manifestações agrava a crise política no Egipto. Os enfrentamentos dos últimos dias, por causa da exigência de renúncia do governo provisório que assumiu o poder após a queda de Hosni Mubarak, são os mais graves ocorridos desde o princípio deste mês.
Médicos e activistas políticos disseram ontem haver centenas de feridos e dezenas de mortos desde sexta-feira e que o número de mortos pode aumentar. Durante os protestos foram incendiados os fundos da Academia Científica do Egipto, uma das maiores bibliotecas do país.
Uma nota divulgada por um recém criado conselho assessor revela que o Conselho Superior das Forças Armadas negou qualquer intenção de desalojar os activistas que estão há quase um mês acampados em frente à sede do governo e atribuiu a violência ao suposto ataque de manifestantes contra um polícia de trânsito.
Durante as manifestações de sexta-feira foram lançadas pedras e garrafas incendiárias contra as forças de segurança e foi incendiado o edifício que alberga o Ministério dos Transportes e outros edifícios.
O primeiro-ministro Kamal el Ganzouri indicou que 18 pessoas foram feridas a bala, nas úlmas manifestações, mas assegurou que nem a polícia nem o exército abriram fogo. Ele acusou “elementos infiltrados” que “não querem o bem do Egipto”, sem dar maiores detalhes.
“Os que estão na praça Tahrir não são os jovens da revolução”, afirmou, referindo-se à revolta que acabou com o regime de Mubarak em Fevereiro. “Não é uma revolução, mas sim uma contra-revolução”, sentenciou. Neste contexto, 11 dos 30 membros de um conselho consultivo estabelecido pelo exército para dialogar com as forças políticas apresentaram a sua renúncia em protesto pela repressão. “Nós tínhamos feito algumas recomendações na sexta-feira, mas fomos surpreendidos ao ver que não foram seguidas e que no sábado já havia mais vítimas”, disse o presidente do conselho consultivo, Abul Ela Madi, dirigente do partido islamita moderado Wassat.
Durante os protestos foram incendiados os fundos da Academia Científica do Egipto, uma das maiores bibliotecas do país.

“O fogo neste importante edifício significa que grande parte da história do Egipto se foi”, disse o director da instituição, Mohamed al Shernubi.
O edifício encontra-se junto à sede do Conselho de Ministros, cenário de enfrentamentos e repressão que depressa se estenderam até à praça Tahrir. Os enfrentamentos começaram sexta de manhã, entre as forças de segurança e os manifestantes, que desde fins de Novembro estão acampados na sede do governo para protestar contra a Junta Militar e pela decisão que esta tomou de nomear um primeiro- ministro, Kamal el Ganzouri, que já foi chefe de governo de Mubarak.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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