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Conselho de Segurança da ONU condena atentados na Síria

Os quinze membros do Conselho de Segurança da ONU aprovaram no final da noite dessa sexta-feira a condenação dos atentados suicidas, que deixaram ao menos 44 mortos e cerca de 166 feridos, na cidade de Damasco, nesta sexta-feira. Apesar da declaração do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, se dizendo estar “muito inquieto” diante da escalada de violência na Síria, o grupo não chegou a um consenso sobre a proposta de resolução apresentada pela Rússia, tradicional aliada do país.

Uma versão revisada do projeto russo de resolução contra a Síria foi criticada pelos ocidentais. Segundo declarações do embaixador russo na ONU, Vitali Tchourkine, feitas à Agence France Presse, AFP, a Rússia não vai apoiar um embargo sobre a venda de armas, nem negar a presença de atos violentos cometidos pela oposição.

A Alemanha julgou o texto ameno, por não apoiar as decisões da Liga Árabe de retirada das tropas sírias das ruas, a liberação de prisioneiros políticos e um diálogo entre governo e seu opositores.

Troca de acusações

O Conselho Nacional Sírio, CNS, principal oponente do governo de Bashar Al-Assad, acusou o regime de participação direta nos ataques, enquanto o regime sírio rebateu, alegando que a explosão de dois carros-bomba diante de escritórios dos serviços de inteligência do país é uma ação da organização terrorista Al Qaeda.

Uma missão da Liga Árabe está na Síria, desde quinta-feira, para preparar a chegada de quase 200 observadores internacionais, na segunda-feira.

O atentado suscitou diversas reações internacionais, como uma quarta série de sanções contra Damasco, por parte do governo canadense. Elas incluem a restrição de importações, exceto de produtos alimentares, e as exportações de equipamentos de vigilância telefônica e informática. O Canadá incluiu novos nomes na lista de pessoas e organizações ligadas ao governo de Assad, que passam a ter os bens congelados em seu território. A lista é similar a já publicada pela União Europeia e inclui 81 pessoas e 31 entidades.

Segundo a ONU, cerca de 5 mil pessoas foram mortas desde o início das contestações populares, em março deste ano.
 

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Sana/Handout

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