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Abertura do santuário de Massangano acelera o desenvolvimento da região

A reabertura oficial do Santuário de Nossa Senhora da Vitória, ocorrida no dia 16, em Massangano, Kwanza-Norte, é considerada, pelo administrador desta comuna, Luís João, como um factor chave para impulsionar o desenvolvimento socioeconómico da região.
Luís João explicou à Angop que este desenvolvimento vai ocorrer rapidamente, porque o santuário, tutelado pela congregação católica dos frades Capuchinhos, é uma das principais atracções da vila que alberga inúmeras infra-estruturas históricas e culturais de Angola.
“Com a reabertura deste importante marco para a vida das famílias cristãs, vários peregrinos vão, com certeza, afluir periodicamente à região, o que vai provocar, simultaneamente, o desenvolvimento social da comunidade local”, anteviu o administrador.
Para o responsável, este feito vai possibilitar a criação de infra-estruturas económicas para atender os peregrinos que ali se desloquem em busca de paz espiritual, os pesquisadores e outras pessoas interessadas na descoberta do valor de Massangano no contexto histórico, cultural e económico do país.
Para fazer face às exigências impostas pela recuperação das infra-estruturas históricas, explicou, está em curso um processo de selecção de agentes económicos do ramo da hotelaria e do turismo, que com apoio institucional da administração local vão erguer em Massangano empreendimentos para atender os visitantes. A par destas acções, estão a ser feitos estudos pelas autoridades provinciais e centrais, com vista à reabilitação dos 20 quilómetros da via que liga a sede da comuna de Massangano, à estrada nacional nº 230, para tornar mais fluida a vinda dos visitantes.
A vila de Massangano já foi a capital provisória de Angola durante a ocupação de Luanda pelos Holandeses, no reinado do capitão português, Paulo Dias de Novais, falecido e sepultado na mesma localidade. No local encontra-se ainda um cemitério onde jazem os restos mortais de 19 frades Capuchinhos, falecidos por doença, no reinado de Ngola Quiluange. Situam-se ainda na vila, o tribunal e a casa de reclusão, a primeira câmara de Angola, o cruzeiro e praça dos escravos e a fortaleza de defesa dos portugueses contra a invasão dos holandeses, que seguiam pelo corredor do rio Kwanza.
O santuário de Nossa Senhora da Vitória, construído no século XVI, é o grande atractivo para os visitantes, nacionais e estrangeiros, tem beneficiado de obras de restauro nos últimos três anos. Está estabelecida como data da peregrinação massiva a Massangano o segundo domingo do mês de Agosto.

Vivem na comuna 24.750 pessoas, distribuídas por 33 aldeias e pela sede comunal, albergando, esta última, 400 residentes.

Fonte: Jornal de Angola
Fotografia: Jornal de Angola

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