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Opep fixa produção em 30 milhões de barris

A Opep fixou um novo limite à sua produção, a qual se mantinha em 24,845 milhões de barris diários desde o final de 2008. O novo tecto é de 30 milhões de barris diários    incluindo o Iraque, que não está sujeito ao regime de quotas, afinal o nível de produção que a organização já teria atingido. Contando com o Iraque, a Opep que extrai cerca de 35% da oferta mundial de petróleo produziu em Novembro 30,68 mbd, segundo números da Agência Internacional de Energia (AIE), divulgados na terçafeira. Trata-se de seu maior nível de produção em três anos. A reunião desta quarta-feira, em que participou o ministro dos Petróleos de Angola e ex-presidente da organização, Botelho de Vasconcelos, era considerada por analistas como importante para a ‘credibilidade’ da Opep. Recorde-se que a última reunião da Opep, realizada a 08 de Junho, foi a primeira em mais de 16 anos que terminou sem acordo e sem um comunicado conjunto. Antes do encontro a Arábia Saudita (o maior produtor mundial) e outros produtores de petróleo do Golfo Pérsico, afirmaram-se dispostos a apoiar a manutenção do tecto de produção existente.

A reunião teve lugar num momento em que o mercado petrolífero é afectado por sinais contraditórios. Por um lado, assiste-se tendência para uma relativa retracção do consumo global em consequência do impacto da crise de sobre endividamento da Zona Euro sobre a economia global. Por outro, O Irão manifestou, a semana passada, pela voz do director-executivo da Companhia Nacional de Petróleo (NIOC), Ahmed Galebani, querer aumentar nos próximos quatro anos a sua capacidade de extracção de petróleo dos actuais 4,2 milhões de barris por dia para 5,1 milhões de barris diários. Mas o embargo ocidental, justificado com a questão nuclear iraniana, paira sobre as exportações do país, o quarto produtor mundial e o segundo, após a Arábia Saudita, da Opep. Por outro lado, a Líbia Líbia e Iraque estão elevando suas produções, interrompidas por confrontos civis Líbia e o Iraque têm vindo a aumentar as respectivas produções, interrompidas por confrontos internos. A Opep anunciou esta semana, em Doha, que a produção na Líbia está voltar “rapidamente” à normalidade. De acordo com o secretário-geral da organização, El Badri, a Líbia voltará, no segundo semestre de 2012, a produzir petróleo no patamar anterior aos conflitos: 1,58 milhões de barris diários.

Também esta semana, praticamente na véspera da reunião ordinária da organização, a Opep reduziu sua previsão para a procura de petróleo mundial em 2012 em cerca de 100 mil barris por dia. Com efeito, numa reunião do Conselho da Comissão Económica da Opep ‘foi declarado que a demanda mundial de petróleo deverá crescer em 1,1 milhão de barris por dia, para uma média de 88,9 milhões de barris por dia’, de acordo com um delegado da organização. A nova estimativa representa uma revisão em baixa de 100 mil barris por dia em relação à anterior avaliação. O Conselho da Comissão Económica da Opep reúne conselheiros nacionais antes da reunião ministerial da organização, discute números fornecidos pelo secretariado da organização e utilizados como orientação informal para seus membros. Também a AIE (Agência Internacional de Energia), fazia saber, terça-feira, que a procura mundial de petróleo deverá cair no próximo ano em resultado do abrandamento da economia global e aos preços de petróleo elevados.

Luís Faria

Fonte: O País

Foto: O País

 

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